Tag: Selic

  • Mercadante diz que casos como o do Banco Master têm impacto relevante sobre a Selic

    O presidente do BNDES afirmou ainda que o crédito subsidiado concedido pela instituição não compromete a política monetária.

    Economia – O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Aloizio Mercadante, afirmou no domingo (17) que o crédito subsidiado concedido pela instituição não compromete a política monetária brasileira. Segundo o executivo, problemas no sistema financeiro, como o caso envolvendo o Banco Master, têm impacto mais relevante sobre a taxa de juros.

    “O que estraga a queda da Selic é um Banco Master, que não foi fiscalizado e deu no que deu, um prejuízo de R$ 51 bilhões para o sistema financeiro”, afirmou Mercadante, em entrevista ao “Canal Livre”, da Band.

    O presidente do BNDES ressaltou ainda que apenas 23% da carteira do banco possui algum tipo de subsídio e classificou esse volume como “irrelevante diante do mercado total de crédito da economia brasileira”.

    Mercadante destacou a importância do crédito direcionado para setores considerados estratégicos, com destaque para o agronegócio, diante da alta do custo de insumos, como fertilizantes. “A agricultura precisa de subsídio. E, num momento como esse, necessita mais”, afirmou.

    O preço dos fertilizantes subiu cerca de 50% com as guerras entre Rússia e Ucrânia e no Oriente Médio, segundo Mercadante. Diante desse cenário, o executivo afirmou que é necessário ampliar investimentos na produção nacional de fertilizantes para reduzir a dependência externa do país.


    Fonte e Foto: JP Notícias

  • Banco Central sinaliza início de corte da Selic, mas indica juros altos por mais tempo

    Ata do Copom aponta que redução deve começar na próxima reunião, porém com manutenção de política monetária restritiva.

    Economia – O Banco Central confirmou nesta terça-feira (3) que pretende iniciar o ciclo de redução da taxa básica de juros, a Selic, na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom). No entanto, a autoridade monetária deixou claro, na ata divulgada hoje, que ainda vê necessidade de manter os juros em patamar restritivo por um período prolongado.

    “O Comitê julgou adequado sinalizar o início de um ciclo de redução da taxa de juros em sua próxima reunião. Ao mesmo tempo, de maneira unânime, o Comitê reafirma a necessidade da manutenção do patamar de juros em níveis restritivos, até que se consolide não apenas o processo de desinflação como também a ancoragem das expectativas à meta”, afirma o comunicado.

    Na última reunião, o Copom decidiu manter a Selic em 15% ao ano, o maior nível desde 2006. Segundo o Banco Central, a magnitude e a duração do ciclo de aperto monetário serão definidas ao longo do tempo, conforme novas informações econômicas forem incorporadas às análises do colegiado.

    Cenário atual

    De acordo com a avaliação do Comitê, o cenário atual apresenta sinais mistos sobre o ritmo de desaceleração da atividade econômica, o que dificulta a identificação de tendências claras. Por isso, o início do ciclo de queda da Selic, combinado com a manutenção de uma política contracionista, é visto como compatível com o momento da economia.

    “Mantém-se, de um lado, a interpretação de uma inflação pressionada pela demanda e que requer uma política monetária contracionista por um período bastante prolongado e, de outro, a interpretação de que a política monetária tem contribuído de forma determinante para a desinflação observada”, diz o texto.

    O Copom também destacou que as expectativas de inflação, embora estejam em trajetória de queda, ainda permanecem acima da meta em todos os horizontes avaliados. Em 2025, o IPCA fechou em 4,26%, abaixo do teto da meta de 4,5%. Mesmo assim, o Comitê reforçou que o cenário de expectativas ainda desancoradas exige uma postura mais dura da política monetária.

    “A principal conclusão obtida, e compartilhada por todos os membros do Comitê, foi a de que, em um ambiente de expectativas desancoradas, como é o caso do atual, exige-se uma restrição monetária maior e por mais tempo do que outrora seria apropriado”, afirma o documento.

    Taxa de juros neutra

    Além disso, o Copom voltou a chamar atenção para riscos fiscais e estruturais. Segundo o Comitê, o enfraquecimento das reformas, a perda de disciplina fiscal, o aumento do crédito direcionado e as incertezas sobre a estabilização da dívida pública podem elevar a chamada taxa de juros neutra da economia, que serve como referência para a política monetária.

    Nesse contexto, o Banco Central avalia que a elevação dessa taxa pode reduzir a potência da Selic e aumentar o custo do processo de desinflação em termos de atividade econômica.


    Fonte e Foto: BacciNoticias