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  • PT pede ao STF investigação de recursos destinados a filme sobre Bolsonaro

    A legenda alegou haver indícios de propaganda político-eleitoral, abuso de poder econômico e caixa dois ligados ao projeto cinematográfico.

    Política – O Partido dos Trabalhadores (PT) protocolou na quarta-feira (10), junto ao Supremo Tribunal Federal (STF), notícia de fato na qual pediu a investigação de recursos destinados ao filme “Dark Horse”, que contará a história do ex-presidente Jair Bolsonaro. A legenda alegou haver suspeitas sobre a origem do financiamento do filme, possível propaganda político-eleitoral, abuso de poder econômico e caixa dois.

    No documento, o partido apresentou como “ponto central dos potenciais ilícitos” a destinação de emendas parlamentares ao Instituto Conhecer Brasil, pertencente a Karina Ferreira Gama. Ela também é proprietária da Go Up Entertainment, que produziu o filme “Dark Horse”.

    Segundo o PT, o volume de recursos destinados a organizações ligadas ao filme sobre Bolsonaro por meio de emendas parlamentares pode configurar caixa dois e abuso de poder econômico se utilizado para influenciar o processo eleitoral. “A exaltação pública da trajetória de Bolsonaro constitui mecanismo apto a fortalecer a imagem, a notoriedade e a percepção positiva daqueles que se apresentam como herdeiros de seu legado político”, argumentou a legenda.

    A partir disso, o partido pediu a abertura de um processo para apurar a produção de “Dark Horse” ou a inclusão da apuração na Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 854. A ação está ligada às decisões do STF que declararam inconstitucional as emendas de relator (R9), o chamado “Orçamento Secreto”. Atualmente sob relatoria do ministro Flávio Dino, o dispositivo serve como instrumento de monitoramento da transparência e da execução das emendas parlamentares.

    O PT solicitou também a apuração de possíveis “recursos privados de origem não identificada”. No documento, a legenda apresentou reportagens que noticiaram informações sobre o financiamento do projeto cinematográfico após a divulgação de áudios do senador e pré-candidato à presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), nos quais ele pedia dinheiro ao dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, para a produção do filme.

    Para investigar as suposições apresentadas, o PT:

    Afirmou ser necessária a verificação de registros regulatórios audiovisuais junto à Agência Nacional do Cinema (Ancine), à Biblioteca Nacional e ao Escritório de Direitos Autorais dos Estados Unidos;

    Pediu para checar a situação migratória e trabalhista dos profissionais estrangeiros da produção, como o ator Jim Caviezel e o diretor Cyrus Nowrasteh;

    Solicitou a apuração da existência de um pacote de seguros “proporcional à magnitude da produção declarada”;

    Apontou a pertinência de examinar os contratos dos roteiristas, do diretor e do elenco, o instrumento de cessão da história de vida do Bolsonaro e do argumento criado pelo deputado federal Mario Frias (PL-SP), bem como identificar quem detém o controle da versão final do filme e os direitos autorais e de comercialização;

    Requereu a verificação junto ao Departamento de Justiça dos Estados Unidos da incidência da Lei de Registro de Agentes Estrangeiros sobre as atividades desenvolvidas pela rede do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro no Texas, como o fundo Havengate que gere o projeto cinematográfico;

    Propôs a averiguação dos documentos da operação feita de Vorcaro para o fundo Havengate e o repasse para a Go Up Entertainment.

    Ao STF, a legenda argumentou ainda que a investigação é importante para “afastar ou confirmar” o uso de recursos públicos em “atividades com potencial finalidade político-eleitoral”. Similarmente, o PT afirmou ser necessário apurar o aporte privado de “origem não identificada”, “estruturas empresariais opacas”, “mecanismos de interposição patrimonial” ou “fluxos transnacionais” no financiamento do filme sobre Bolsonaro.




    Fonte e Foto: JP Notícias

  • PT quer intensificar desgaste contra Flávio Bolsonaro após fala de Valdemar sobre Vorcaro

    Partido comemora ‘deslize’ do presidente do PL e avalia que crise na pré-campanha do senador dá fôlego a Lula nas pesquisas.

    Política – O PT quer aproveitar a declaração do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, sobre o encontro do senador Flávio Bolsonaro com o banqueiro Daniel Vorcaro para intensificar o desgaste do pré-candidato à presidência. O partido comemorou o que classificou como um “deslize” de Valdemar e avalia que a crise aberta na pré-campanha de Flávio oferece um “fôlego” para que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) amplie sua vantagem nas pesquisas, segundo interlocutores ouvidos.

    Aliados de Flávio Bolsonaro já haviam classificado a fala de Valdemar como um “desastre”. A declaração do presidente do PL contradiz a versão apresentada pelo senador sobre o motivo do encontro com Vorcaro e aprofundou a crise em torno da divulgação de um áudio no qual Flávio pede R$ 134 milhões ao banqueiro.

    Uma das estratégias petistas para ampliar o desgaste é intensificar a campanha “BolsoMaster” nas redes sociais, associando a crise com o banco ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Além disso, o deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) enviou um pedido à Polícia Federal para que a corporação investigue a fala de Valdemar e a relação de Flávio e Eduardo Bolsonaro com o dono do Banco Master.

    O movimento ocorre em paralelo a uma movimentação no Supremo Tribunal Federal (STF). Nesta terça-feira (26), o ministro Alexandre de Moraes pediu que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se pronuncie sobre a inclusão de Flávio e do ex-presidente Jair Bolsonaro no inquérito que investiga uma possível obstrução de justiça cometida pelo ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro. O pedido também foi apresentado por Lindbergh Farias. A PGR tem cinco dias para se manifestar.


    Fonte e Foto: JP Notícias

  • PT fecha aliança com Omar Aziz para 2026 e lança Marcelo Ramos ao Senado no Amazonas

    Reunião da Executiva Estadual do partido selou apoio unânime ao senador na disputa pelo Governo do Estado e reforçou frente política ligada ao presidente Lula.

    Política – O Partido dos Trabalhadores (PT) no Amazonas oficializou na quinta-feira (14) uma aliança política com o senador Omar Aziz (PSD) mirando as eleições de 2026. A decisão foi consolidada durante reunião da Executiva Estadual da legenda, realizada na residência do parlamentar, em Manaus.

    Ao fim do encontro, o partido confirmou apoio unânime à pré-candidatura de Omar Aziz ao Governo do Amazonas e também definiu o ex-deputado federal Marcelo Ramos como pré-candidato ao Senado Federal.

    A movimentação fortalece o bloco político alinhado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva no estado e amplia a articulação da base governista para a disputa eleitoral do próximo ano.

    União do campo progressista



    Durante a reunião, lideranças estaduais e municipais do PT defenderam a construção de uma frente ampla no Amazonas, reunindo partidos e nomes ligados ao campo progressista.

    Nos bastidores, integrantes da legenda avaliam que a aproximação com Omar Aziz amplia o poder de articulação política do grupo e fortalece a estratégia eleitoral para enfrentar a disputa estadual de 2026.

    O encontro contou com a presença do deputado estadual Sinésio Campos, presidente estadual do PT, do presidente municipal da sigla, Valdemir Santana, do vereador Zé Ricardo, além de Anne Moura, Marcelo Ramos e outros dirigentes partidários.

    Marcelo Ramos ganha força para o Senado

    A definição do nome de Marcelo Ramos para a disputa ao Senado também foi tratada como peça estratégica dentro da composição majoritária.

    Ex-vice-presidente da Câmara dos Deputados e aliado do governo Lula, Marcelo Ramos surge como um dos principais nomes do campo progressista no Amazonas para a corrida por uma vaga no Congresso Nacional.

    A presença dele na chapa é vista como tentativa de fortalecer a representatividade da base governista no Senado e ampliar a influência política do grupo no estado.

    Omar Aziz se consolida no cenário eleitoral

    Com o apoio oficial do PT, Omar Aziz amplia sua base de sustentação política e passa a reunir partidos ligados ao governo federal em torno de sua possível candidatura ao Governo do Amazonas.

    Nos bastidores políticos, a avaliação é de que o senador desponta como um dos nomes mais fortes da corrida eleitoral de 2026, especialmente após a consolidação do apoio petista.

    A articulação também sinaliza uma reorganização do cenário político amazonense, com partidos de esquerda e centro buscando união para a próxima disputa estadual.