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  • Após operação nacional, preços da gasolina e etanol recuam em Manaus

    Fiscalização da Operação Consumo Seguro pressiona postos e combustíveis registram queda de até R$ 0,70 na capital amazonense.

    Economia – Os preços da gasolina comum e do etanol apresentaram queda em Manaus após a deflagração da Operação Consumo Seguro, realizada em todo o país para fiscalizar possíveis abusos na comercialização de combustíveis. Na capital amazonense, a gasolina, que chegou a ser vendida a R$ 7,59, passou a ser encontrada por até R$ 6,89. Já o etanol caiu de R$ 5,59 para R$ 4,99 em alguns postos.

    A redução representa uma queda de R$ 0,70 no litro da gasolina e de R$ 0,60 no etanol, após dias de forte pressão sobre os preços e denúncias de aumentos considerados abusivos por consumidores e entidades do setor econômico.

    Operação mirou possíveis irregularidades

    A Operação Consumo Seguro foi coordenada pela Secretaria Nacional de Segurança Pública, com apoio da Delegacia Especializada em Crimes contra o Consumidor (Decon), do Procon Amazonas e do Instituto de Pesos e Medidas do Amazonas.

    Além da fiscalização de produtos vencidos e possíveis adulterações, a ação também analisou a evolução dos preços dos combustíveis nos últimos meses para identificar práticas abusivas contra consumidores.

    Alta histórica acendeu alerta

    Nesta semana, o preço da gasolina em Manaus atingiu o maior patamar desde 2022, durante o período mais crítico da pandemia. No interior do Amazonas, o combustível já se aproxima dos R$ 9 por litro em alguns municípios.

    O aumento gerou reação de vereadores, entidades empresariais e representantes do transporte coletivo. O Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Amazonas e o Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do Amazonas defenderam medidas emergenciais para conter os reajustes.

    Mercado ainda enfrenta falta de transparência

    Em Manaus, o abastecimento ocorre principalmente por meio da Refinaria da Amazônia e de combustíveis importados pelas distribuidoras.

    Segundo dados da refinaria, a gasolina sem tributos estava sendo comercializada a R$ 4,51 para distribuidoras. Já o etanol era vendido a cerca de R$ 5,28, conforme levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis.

    Especialistas apontam que a diferença entre os preços praticados pelas distribuidoras e os valores repassados aos consumidores finais dificulta a compreensão do mercado e abre espaço para distorções. Contratos diferentes entre postos e fornecedores também influenciam diretamente no preço final ao consumidor.

    Consumidor segue atento

    Apesar da redução observada após a operação, consumidores ainda demonstram preocupação com a instabilidade dos preços. A expectativa agora é que a fiscalização mantenha pressão sobre o setor para evitar novos aumentos considerados injustificados.