Tag: Preço do Petróleo

  • Conflito no Irã faz preço do petróleo disparar e mercado futuro recuar

    Alta nos preços do barril de petróleo é influenciada pelo fechamento do Estreito de Ormuz, por onde passa mais de 20% do petróleo mundial.

    Mundo – Os efeitos do conflito bélico centrado entre Estados Unidos, Israel e Irã são fortes sobre os preços do petróleo e o comportamento do mercado. Nesta segunda-feira (2/3), o preço do barril continuava em alta e indicadores futuros como S&P 500 futuro, Dow Jones e Nasdaq tinham perdas na casa de 1%.

    Nas últimas 24 horas, o preço do barril tipo brent subiu 8,2%, o que fez o preço do item custar US$ 79,21 nesta manhã.

    No domingo, o preço do petróleo avançou 10% e chegou a cerca de US$ 80 por barril. As apostas de analistas são de que o item pode continuar em alta e bater na casa dos US$ 100.

    As tensões antes dos disparos de mísseis e bombas já faziam os preços do petróleo oscilar. Na última sexta-feira (27/2), o produto fechou o mercado a US$ 73 por barril, o maior nível desde julho.

    A alta tem relação com transporte. Grandes companhias de petróleo e empresas comerciais interromperam o transporte de petróleo, combustíveis e gás natural liquefeito pelo Estreito de Ormuz, por onde passam cerca de 20% do petróleo consumido globalmente.

    O índice futuro S&P 500 recuava 1,09% nesta manhã. Com variação negativa também operavam os futuros de Dow Jones (1,17%) e Nasdaq (1,43%). A bolsa brasileira ainda não abriu nesta segunda.

    Entenda a tensão no Oriente Médio

    No sábado (28/2), forças militares dos Israel e dos Estados Unidos lançaram uma série de ataques aéreos coordenados contra o Irã, em uma operação descrita pelas duas nações como ofensiva estratégica contra alvos militares e de liderança em território iraniano.

    A ação atingiu dezenas de instalações, incluindo centros de comando e posições militares, em uma ação sem precedentes entre as potências contra o país.

    Autoridades iranianas confirmaram que o aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do Irã desde 1989, foi morto nos ataques, junto com outros altos oficiais e membros de sua família.

    O governo iraniano declarou um período de 40 dias de luto, enquanto protestos e manifestações de apoio ao regime se espalham internamente e aliados do Irã condenam o ataque como um “crime grave”.

    Em retaliação, o Irã e suas forças aliadas lançaram ataques com mísseis e drones contra posições israelenses e bases americanas na região do Golfo, incluindo em países como Kuwait, Bahrein e Emirados Árabes Unidos, provocando deslocamento de civis e sirenes de alerta em cidades como Tel Aviv e Jerusalém. Desde então, o conflito escalou.



    Fonte e Foto: Metrópoles

  • Preço do petróleo cai após intervenção dos EUA na Venezuela

    Preço do petróleo cai após intervenção dos EUA na Venezuela

    Mercado reage à captura de Nicolás Maduro e à sinalização de Washington de que pretende explorar os recursos petrolíferos venezuelanos.

    Economia – Os preços do petróleo caíram nesta segunda-feira(5) após a intervenção dos Estados Unidos na Venezuela para capturar seu presidente, Nicolás Maduro, e o anúncio de Washington de que pretende explorar os recursos petrolíferos do país.

    Por volta das 9h05 GMT (6h05 em Brasília), o preço do barril de Brent do Mar do Norte, para entrega em março, recuava 1,12%, para 60,07 dólares (330 reais).

    Seu equivalente americano, o barril de West Texas Intermediate, para entrega em fevereiro, caía 1,22%, para 56,62 dólares (307 reais).

    Após a captura de Maduro, a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, disse estar pronta para trabalhar com o governo Trump e defendeu no domingo uma relação equilibrada e respeitosa com os Estados Unidos.

    “Isto reduz o risco de um embargo prolongado às exportações de petróleo venezuelano, que em breve poderá circular livremente fora da Venezuela”, afirmou Bjarne Schieldrop, analista da SEB.

    Embora a Venezuela detenha as maiores reservas comprovadas de petróleo do mundo, a produção do país é baixa, de aproximadamente um milhão de barris por dia.

    Mas, segundo Arne Lohmann Rasmussen, analista na Global Risk Management, para aumentar a produção “as necessidades de investimento são enormes” e serão necessários “anos”.


    Fonte e Foto: JP Notícias