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  • Justiça torna réu piloto preso suspeito de exploração sexual infantil

    Sergio Antônio Lopes foi detido no Aeroporto de Congonhas, na zona sul da capital paulista, dentro de uma aeronave, minutos antes de um voo.

    Brasil – A Justiça de São Paulo aceitou a denúncia do Ministério Público e tornou réu o piloto de avião Sergio Antônio Lopes, de 60 anos, preso em fevereiro deste ano suspeito de integrar uma rede de pornografia infantil e estupro de vulnerável. Ele foi detido no Aeroporto de Congonhas, na zona sul da capital paulista, dentro de uma aeronave, minutos antes de um voo.

    Por envolver crianças e adolescentes, o caso tramita em Segredo de Justiça. A defesa de Lopes, representada pela advogada Claudia Apolonia Barboza, afirma que espera que o rito judicial seja cumprido, com o exercício da ampla defesa, do contraditório e do devido processo legal. “Sigo preservando o segredo de justiça que permeia este processo e a todos os envolvidos”, disse Claudia.

    Relembre o caso

    Em fevereiro, o piloto foi alvo da Operação Apertem os Cintos, deflagrada pela Delegacia de Repressão à Pedofilia, do Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), que na época cumpriu oito mandados de busca e dois de prisão temporária. Ele foi detido e, por decisão da justiça, teve a prisão temporária convertida para preventiva. Ele era piloto da companhia aérea Latam, que o demitiu por justa causa.

    A outra pessoa presa foi Denise Moreo, de 55 anos, também suspeita de integrar a mesma rede de exploração sexual. Segundo as investigações, ela teria vendido suas três netas, de 10, 12 e 14 anos, para Sérgio Antônio Lopes. A defesa dela não foi localizada.

    As investigações apontam que o piloto era chefe do esquema e que chegava a usar uma identidade falsa para levar as vítimas para um motel. Os abusos eram cometidos há pelo menos oito anos, segundo a delegada Ivalda Aleixo, diretora do DHPP.

    Estupro de vulnerável

    Previsto no Artigo 217A do Código Penal (criado por meio da Lei nº 12.015, de 2009), o crime de estupro de vulnerável é definido pelo ato de ter conjunção carnal ou praticar outro ato libidinoso com uma pessoa menor de 14 anos. A conjunção carnal é entendida pela penetração completa ou parcial do pênis na vagina, enquanto o ato libidinoso é considerado o gesto que uma pessoa pratica com o objetivo satisfazer-se sexualmente – mas sem a penetração.

    A pena para quem comete o estupro de vulnerável é de 8 a 15 anos de reclusão, mas pode aumentar no caso de a vítima apresentar lesões graves (a pena sobe de 10 a 20 anos) ou morrer (12 a 30 anos).



    Fonte e Foto: JP Notícias

  • Investigação revela valores e detalhes do crime de piloto preso em Congonhas

    Polícia aponta que suspeito usava estratégia de aproximação com famílias para ter acesso às vítimas.

    Brasil – O piloto Sérgio Antônio Lopes, de 60 anos, foi preso em flagrante no Aeroporto de Congonhas, na zona sul de São Paulo, no dia 9 de fevereiro, suspeito de envolvimento com menores. Segundo reportagem do Fantástico, da TV Globo, a investigação da Polícia Civil revelou que o piloto pagava entre R$ 50 e R$ 60 por fotos ou vídeos e de R$ 300 a R$ 500 por encontros com as vítimas.

    De acordo com os investigadores, Lopes utilizava um método gradual para ganhar a confiança das famílias. Ele se apresentava como um homem educado, iniciava conversas casuais e se aproximava dos responsáveis pelas vítimas em locais públicos, como ruas e padarias.

    A delegada Luciana Peixoto afirmou que o suspeito oferecia ajuda material como forma de criar vínculo.

    “Ele chamava para jantar, ia à casa das vítimas, levava presentes, comprava alimentos e perguntava do que elas precisavam”, relatou.

    Ofertas em dinheiro e pressão

    Ainda segundo a polícia, após conquistar a confiança das famílias, o piloto passava a oferecer dinheiro em troca de fotos, vídeos ou encontros. Os valores variavam conforme a exigência.

    A delegada explicou que, mesmo quando as vítimas recusavam participar, havia insistência e pressão.

    “Não necessariamente são famílias pobres, mas que enfrentavam algum tipo de dificuldade financeira”, destacou Luciana Peixoto.

    As provas no celular

    O ponto crucial da abordagem foi a entrega voluntária do aparelho celular. No dispositivo, o piloto mostrou aos policiais registros de uma das vítimas, comprovando o armazenamento de material de exploração sexual. Segundo a investigação da Operação Apertem os Cintos, o celular não era apenas um repositório, mas uma ferramenta de negociação.

    De acordo com a delegada Luciana Peixoto, o material encontrado é contundente. Além das imagens, o histórico de conversas revela que o piloto pedia que as vítimas atuassem como aliciadoras, solicitando que trouxessem “amigas de 11 a 14 anos” para o esquema. Ele se referia abertamente às crianças como “garotinhas” e reforçava sua preferência pelas “novinhas”.

    A estrutura do abuso

    A confissão de Lopes ajudou a polícia a entender a logística do crime. O piloto utilizava documentos falsos para entrar com menores em motéis e mantinha uma rede de apoio financeiro com mães e avós das vítimas.

    “Ele comprava o acesso”, explicou a delegada. Em troca do silêncio e da entrega das crianças, o piloto pagava desde remédios até o aluguel das famílias.

    Sérgio Antônio Lopes foi demitido por justa causa na última quarta-feira (11). Ele segue preso e responderá por estupro de vulnerável, armazenamento e compartilhamento de pornografia infantil, além de favorecimento da prostituição.



    Fonte e Foto: BacciNoticias