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  • Operação resgata araras, papagaio e jabutis mantidos ilegalmente em Manaus; multas passam de R$ 57 mil

    Fiscalização ambiental encontrou 15 animais silvestres em cativeiro irregular nas zonas Norte e Leste da capital e autuou cinco responsáveis.

    Manaus – Uma operação de combate à manutenção ilegal de animais silvestres em Manaus resultou no resgate de 15 espécimes e na aplicação de R$ 57 mil em multas ambientais. A ação, denominada Operação Cativeiro Ilegal 2, foi realizada entre os dias 26 e 28 de maio pelo Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) em imóveis localizados nas zonas Norte e Leste da capital.

    Durante as fiscalizações, cinco pessoas foram autuadas por manter animais silvestres em cativeiro sem autorização dos órgãos competentes. As equipes atuaram nos bairros Colônia Terra Nova, Novo Israel, Cidade Nova, Nova Cidade, Jorge Teixeira e Distrito Industrial I e II.


    Entre os animais resgatados estavam um jabuti-tinga, três jabutis-piranga, um papagaio-da-várzea, três periquitos-da-testa-amarela, três marrecas, um aracuã e três araras, sendo duas da espécie Ara macao e uma Ara ararauna. Todas as espécies são protegidas pela legislação ambiental e algumas possuem controle especial devido à relevância para a conservação da fauna.

    A operação foi coordenada pela Gerência de Fiscalização Ambiental (Gefa) do Ipaam, com apoio da Gerência de Fauna Silvestre (Gfau), do Batalhão de Policiamento Ambiental (BPAmb) da Polícia Militar do Amazonas e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

    O médico veterinário da Gfau, Eduardo Marques, alertou que manter animais silvestres de forma irregular representa riscos à saúde e à segurança das pessoas.

    “Os animais silvestres podem transmitir zoonoses e, mesmo quando aparentam estar domesticados, podem apresentar comportamentos agressivos e causar acidentes. É um risco tanto para quem mantém o animal quanto para as pessoas próximas”, destacou.


    Segundo o Decreto Federal nº 6.514/2008, a multa para quem mantém animais silvestres ilegalmente pode chegar a R$ 500 por espécime apreendido. O valor pode ser elevado para até R$ 5 mil por animal quando se trata de espécies protegidas por acordos internacionais ou listas oficiais de conservação.

    Os responsáveis autuados têm até 20 dias para apresentar defesa administrativa ou efetuar o pagamento das penalidades. Os recursos arrecadados são destinados ao Fundo Estadual de Meio Ambiente (Fema), gerido pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema).

    O Ipaam reforçou que denúncias de crimes ambientais podem ser feitas de forma anônima por meio dos canais oficiais do órgão. A instituição também orienta que, ao encontrar animais silvestres em áreas urbanas, a população não tente capturá-los ou manipulá-los, devendo acionar equipes especializadas para realizar o resgate adequado.

    De acordo com o instituto, a Operação Cativeiro Ilegal continuará ao longo de 2026 com o objetivo de combater infrações ambientais e fortalecer a proteção da fauna silvestre no Amazonas.

  • Operação mira fintechs e esquema bilionário do PCC no setor de combustíveis

    Esquema investigado usava fintechs e fundos de investimento para lavagem de dinheiro e adulteração de combustíveis; Gaeco e Receita Federal cumprem 59 mandados em cinco estados.

    Brasil – O Ministério Público de São Paulo (MPSP), por meio do Gaeco, e a Receita Federal deflagraram na manhã desta quinta-feira (28) a Operação Fluxo Oculto, nova fase da investigação que apura a infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) no setor de combustíveis.

    A ação é um desdobramento da Operação Carbono Oculto, considerada pelas autoridades a maior operação contra o crime organizado já realizada no país em termos de cooperação institucional e alcance.

    O objetivo desta etapa é ampliar o cerco financeiro sobre o grupo criminoso, investigado por lavagem de dinheiro, sonegação fiscal, adulteração de combustíveis e uso de fintechs como bancos paralelos. Os focos da operação são seis fintechs que, juntas, movimentaram mais de R$ 26 bilhões entre 2022 e 2025.

    Ao todo, estão sendo cumpridos 59 mandados de busca e apreensão em endereços ligados a pessoas físicas e jurídicas nos estados de São Paulo, Paraná, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Rio de Janeiro.

    Participam da operação cerca de 135 auditores-fiscais, analistas-tributários e servidores da Receita Federal, além de equipes da Polícia Civil, Polícia Militar, ANP, Sefaz-SP e Procuradoria-Geral do Estado.

    Segundo os investigadores, a organização criminosa utilizava empresas do setor de combustíveis para movimentar recursos ilícitos e ampliar os lucros com fraudes tributárias e adulteração de produtos.

    Os investigadores identificaram operações consideradas suspeitas, como depósitos bilionários em espécie e o uso de “contas bolsão”, mecanismo que centralizava e dispersava recursos ilícitos para dificultar o rastreamento das transações e a identificação dos beneficiários finais.

    Uma das instituições investigadas recebeu, sozinha, mais de R$ 1 bilhão em depósitos em dinheiro entre 2022 e 2024.

    A Receita também informou que a obrigatoriedade de entrega da e-Financeira por instituições de pagamento, implementada após a primeira fase da Operação Carbono Oculto, foi fundamental para ampliar o monitoramento das movimentações financeiras. Desde agosto de 2025, mais de 450 fintechs passaram a fornecer dados periódicos ao Fisco.

    Combustível adulterado

    Outra frente da investigação apura um esquema de adulteração de combustíveis com uso de nafta petroquímica.

    Segundo as autoridades, empresas de fachada simulavam a compra do produto para fins industriais, mas a substância era desviada para terminais de armazenamento e adicionada ilegalmente a combustíveis automotivos.

    O prejuízo estimado aos cofres públicos com o esquema ultrapassa R$ 200 milhões em tributos supostamente sonegados em apenas dois anos.

    Os recursos obtidos com as fraudes eram direcionados a fundos de investimento usados para ocultar os reais beneficiários do esquema. Quatro fundos investigados possuem patrimônio estimado em R$ 205 milhões, valor que teria crescido mais de 200% em pouco mais de um ano.


    Fonte e Foto: JP Notícias

  • Operação contra lavagem de dinheiro do Comando Vermelho revela esquema de R$ 136 milhões em fraudes bancárias

    Polícia cumpre 38 mandados em dois estados e investiga operadores financeiros da facção que usavam empresas de fachada e “laranjas” para movimentar milhões.

    Brasil – Uma operação da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro foi deflagrada nesta segunda-feira (9) para desarticular um esquema de fraudes bancárias e lavagem de dinheiro ligado à facção criminosa Comando Vermelho. De acordo com as investigações, o grupo movimentou mais de R$ 136 milhões por meio de operações financeiras fraudulentas.

    A ofensiva é coordenada pela Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco), que cumpre 38 mandados de busca e apreensão em diferentes regiões do Rio de Janeiro, incluindo a capital, a Região Metropolitana e a Região dos Lagos, além de diligências no Rio Grande do Sul.

    Durante a operação, a Justiça também determinou o bloqueio de contas bancárias e o sequestro de bens pertencentes aos investigados. Até o momento, uma pessoa foi presa em flagrante ao ser encontrada com um carro de luxo roubado, enquanto dois imóveis de alto padrão foram sequestrados nas cidades de Rio das Ostras e Nova Iguaçu.

    Como funcionava o esquema

    A investigação começou após uma instituição financeira identificar irregularidades na abertura de contas empresariais e na concessão de crédito, o que gerou um prejuízo inicial estimado em R$ 5,2 milhões.

    Segundo a Polícia Civil, os criminosos utilizavam documentos falsificados, pessoas interpostas — conhecidas como “laranjas” — e empresas de fachada para realizar as fraudes. O grupo também teria aplicado golpes envolvendo seguros, obtendo indenizações indevidas para ampliar os ganhos ilegais.

    Relatórios de inteligência revelaram que apenas o principal operador financeiro da organização movimentou cerca de R$ 136 milhões em menos de dez meses, indicando a existência de um sofisticado sistema de ocultação e circulação de recursos.

    Dinheiro ligado ao tráfico

    De acordo com os investigadores, vários dos operadores financeiros identificados possuem antecedentes por crimes como tráfico de drogas, roubo e associação criminosa. A polícia aponta fortes indícios de que parte dos valores obtidos com as fraudes era destinada ao financiamento das atividades do tráfico controlado pelo Comando Vermelho.

    Durante a ação, agentes apreendem documentos, registros contábeis e dispositivos eletrônicos que podem ajudar a mapear toda a estrutura financeira do grupo. A expectativa da polícia é identificar todos os integrantes da rede criminosa, rastrear o fluxo do dinheiro e responsabilizar judicialmente os envolvidos no esquema.

  • Delegada recém-nomeada é presa em operação contra o PCC

    Investigação aponta ligação com facção criminosa e uso irregular do cargo para favorecer interesses ilegais.

    Brasil – Uma delegada de polícia que havia assumido o cargo recentemente foi presa nesta sexta-feira (16), em São Paulo, durante uma operação conduzida pelo Ministério Público. A ação investiga suspeitas de envolvimento da policial com o Primeiro Comando da Capital (PCC), além de possíveis crimes financeiros e uso indevido da função pública.

    De acordo com as investigações, Layla Lima Ayub mantinha relações pessoais e profissionais com integrantes da facção criminosa. A investigação também aponta que, mesmo já investida no cargo de delegada, ela teria atuado ilegalmente como advogada em audiências de custódia, representando presos ligados a organizações criminosas — conduta proibida pela legislação.

    Layla tomou posse no dia 19 de dezembro do ano passado, em cerimônia oficial realizada no Palácio dos Bandeirantes. Registros divulgados nas redes sociais mostram que ela esteve acompanhada do então namorado, Jardel Neto Pereira da Cruz, conhecido como “Dedel”. Segundo autoridades da Região Norte, ele é apontado como integrante do PCC e figura de destaque no tráfico de drogas e armas em Roraima.

    A pedido do Ministério Público, a Justiça determinou a prisão temporária do casal. Ambos são investigados por suspeita de organização criminosa e lavagem de dinheiro. Além das prisões, foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão em endereços localizados na capital paulista e no município de Marabá, no Pará.

    Um dos alvos da operação foi a Academia da Polícia Civil, no bairro do Butantã, zona oeste de São Paulo, onde a delegada mantinha um armário funcional que também foi vistoriado pelos investigadores.

    Suspeitas sobre atuação irregular

    As investigações revelam que, apenas nove dias após a posse, Layla participou da defesa jurídica de um suspeito ligado ao PCC preso em flagrante por tráfico de drogas em Rondon do Pará. A atuação ocorreu apesar de normas legais e administrativas proibirem delegados de exercerem advocacia privada.

    Promotores do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) suspeitam que a delegada teria se valido do cargo para beneficiar interesses da facção, tendo acesso privilegiado a inquéritos, sistemas internos e informações sigilosas da Polícia Civil.

    O inquérito também apura a compra de uma padaria localizada no bairro de Itaquera, na zona leste da capital paulista. Segundo o Ministério Público, o estabelecimento teria sido adquirido com recursos de origem ilícita e registrado em nome de um terceiro para ocultar a real propriedade.


    Fonte e Foto: BacciNoticias

  • PF deflagra operação para investigar desvios de emendas parlamentares; Deputado Félix Mendonça é o principal alvo

    Ao todo, a Polícia Federal cumpre nove mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF), na Bahia e no Distrito Federal.

    Política – A Polícia Federal, com o apoio da Controladoria-Geral da União (CGU) e da Receita Federal do Brasil (RFB), deflagrou, nesta terça-feira (13), a nona fase da Operação Overclean, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa suspeita de desvio de recursos públicos provenientes de emendas parlamentares, corrupção e lavagem de dinheiro.

    Ao todo, estão sendo cumpridos nove mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF), na Bahia e no Distrito Federal.

    O deputado federal Félix Mendonça Júnior (PDT-BA) é o foco central da nona fase da Operação Overclean. A Polícia Federal realizou busca e apreensão no apartamento funcional ocupado pelo parlamentar, em Brasília.

    O STF determinou o bloqueio de R$ 24 milhões em contas bancárias de pessoas físicas e jurídicas investigadas, com o objetivo de interromper a movimentação de valores de origem ilícita e preservar ativos para eventual reparação aos cofres públicas.

    Os investigados poderão responder pelos crimes de organização criminosa, corrupção ativa e passiva, peculato, fraude em licitações e contratos administrativos, além de lavagem de dinheiro.


    Fonte e Foto: JP Notícias