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  • Recém-nascida é encontrada em mochila em lixão no AM

    Bebê foi localizada em área de lixão na estrada de Novo Airão, um policial relatou tentativa de salvar a criança.

    Amazonas – Uma recém-nascida encontrada abandonada dentro de uma mochila em uma área de lixão na rodovia AM-352, estrada que liga Manacapuru a Novo Airão (a 115 quilômetros de Manaus), morreu após ser socorrida na manhã da última segunda-feira (11).

    De acordo com informações da Polícia Militar do Amazonas, moradores encontraram a criança próximo ao lixão público da comunidade Castanheira, no quilômetro 1 da rodovia, e acionaram a polícia.

    Os policiais militares capitão Robson Bezerra e tenente Sidomar atenderam a ocorrência e levaram a bebê às pressas para o Hospital Geral de Manacapuru.

    Segundo o capitão Robson Bezerra, a criança ainda apresentava sinais vitais no momento do resgate.

    “Eu rasguei a bolsa para tentar salvar. A minha obrigação foi trazer imediatamente para o hospital para que os médicos avaliassem a situação dela”, declarou o policial.

    A equipe médica da unidade hospitalar realizou procedimentos de reanimação, mas a recém-nascida não resistiu e morreu pouco depois de dar entrada no hospital.

    “É uma maldade muito grande. Infelizmente é uma situação muito triste”, lamentou o capitão durante entrevista.

    Vídeos que circulam nas redes sociais mostram a mochila onde a bebê foi encontrada, causando forte comoção entre moradores do município.

    A Polícia Civil do Amazonas esteve no hospital para realizar os procedimentos legais e investigar o caso. Até o momento, não há informações sobre a identidade da mãe ou de possíveis suspeitos.

    O caso também deverá ser acompanhado pelo Conselho Tutelar. As autoridades investigam as circunstâncias do abandono e tentam identificar os responsáveis.

    Fonte: D24am

  • Ministério Público aponta riscos ambientais e à saúde da população em lixão a céu aberto de Iranduba

    Promotoria avalia interdição da área, mas cobra solução para destinação dos resíduos sólidos do município.

    Amazonas – O lixão a céu aberto de Iranduba, localizado no Ramal do Creuza, foi alvo de uma diligência do Ministério Público do Amazonas (MPAM) na manhã da quinta-feira (29). Durante a vistoria, representantes do órgão constataram um cenário de degradação ambiental, condições insalubres de trabalho e riscos à saúde pública, além de impactos diretos na qualidade de vida de moradores da região.

    A inspeção contou com a presença da população local, que relatou problemas recorrentes relacionados ao mau cheiro, à proliferação de resíduos sem controle e ao risco de contaminação de recursos hídricos próximos à área.

    Possível interdição depende de solução para o lixo
    O promotor de Justiça de Iranduba, Gérson de Castro Coelho, afirmou que a interdição do lixão — reivindicação antiga de moradores — é uma possibilidade, mas ressaltou que qualquer medida desse tipo precisa estar acompanhada de uma alternativa viável para a destinação dos resíduos sólidos do município.

    “Podemos pedir a interdição, mas isso cria outro problema. Para onde vão os resíduos sólidos do município, que todos os dias são bastante volumosos? A gente precisa encerrar o problema aqui já pensando na solução do outro que vai surgir. Interditar é uma possibilidade, mas a destinação do lixo também precisa estar resolvida”, afirmou o promotor.

    Segundo ele, o MPAM busca evitar que o fechamento da área gere uma nova crise sanitária ou logística, o que exige planejamento conjunto entre órgãos ambientais e a administração municipal.

    Laudos técnicos devem embasar futuras medidas
    Embora não tenha anunciado providências imediatas para mitigar os riscos identificados, Gérson de Castro Coelho informou que o MPAM irá solicitar laudos técnicos ao Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) e à Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Iranduba.

    Os documentos devem avaliar o nível de impacto ambiental, os riscos sanitários e a possibilidade de contaminação do solo e da água, servindo como base para eventuais ações judiciais, recomendações administrativas ou termos de ajustamento de conduta.

    A expectativa é de que os laudos forneçam dados técnicos que orientem decisões sobre interdição, recuperação ambiental e implementação de um sistema adequado de gerenciamento de resíduos.

    Moradores relatam impactos diretos e risco de contaminação
    Durante a vistoria, moradores do Ramal do Creuza e de comunidades próximas relataram ao MPAM os efeitos diretos do lixão na saúde e no meio ambiente. Um dos principais temores é a possível contaminação do Igarapé do Papagaio, cujas nascentes estariam sendo afetadas pelo chorume que escorre da área de descarte, especialmente durante o período chuvoso.

    Segundo os relatos, o líquido resultante da decomposição do lixo estaria atingindo cursos d’água e elevando o risco de danos à fauna, à flora e às populações que utilizam esses recursos.

    “O mau cheiro é constante e piora muito quando chove. Joga-se de tudo aqui, sem qualquer controle”, relatou um caseiro que vive há mais de 20 anos na região.

    Preocupação com água, lazer e lençol freático
    Além do igarapé, os moradores demonstraram preocupação com o Balneário Sagui-Mirim, ponto utilizado para lazer e contato com a natureza. Há receio de que a água esteja sendo contaminada por resíduos provenientes do lixão, o que pode representar risco à saúde pública e comprometer atividades recreativas.

    Outro ponto sensível levantado pela comunidade é a possibilidade de contaminação do lençol freático, o que poderia afetar poços, nascentes e o abastecimento de água em áreas próximas.

    A ausência de controle na destinação dos resíduos, segundo os relatos, agrava o problema e amplia os danos ambientais ao longo do tempo.

    Lixões e desafios da gestão de resíduos
    O caso de Iranduba reflete um desafio enfrentado por diversos municípios brasileiros: a destinação inadequada de resíduos sólidos e a manutenção de lixões a céu aberto, prática considerada irregular pela legislação ambiental.

    Especialistas apontam que a transição para aterros sanitários controlados, sistemas de coleta seletiva e políticas de reciclagem são fundamentais para reduzir impactos ambientais e proteger a saúde da população.

    No entanto, a implementação dessas soluções exige investimento, planejamento técnico e articulação entre governos municipais, estaduais e órgãos de controle.

    Próximos passos e expectativa da comunidade
    Com a coleta de laudos técnicos e o avanço das apurações, o MPAM deve definir os próximos passos em relação ao lixão de Iranduba. Entre as possibilidades estão ações judiciais, recomendações formais ao município e exigência de um plano de gestão ambiental para a área.

    Enquanto isso, moradores seguem cobrando medidas urgentes para reduzir os riscos sanitários e ambientais, além de uma solução definitiva para o problema do descarte de lixo no município.

    Fonte: AM POST

  • Feto é encontrado em saco plástico em lixão no interior do Amazonas

    Denúncia aponta que duas mulheres jogaram a sacola no local e fugiram em uma motocicleta.

    Polícia – Um feto foi encontrado em um saco plástico na tarde desta segunda-feira (19), em um lixão, localizado na Estrada Maués-Miri, no município de Maués (a 287 quilômetros de Manaus).

    De acordo com policiais militares da 10ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM), o feto foi encontrado após uma denúncia anônima.

    Ainda conforme informações de testemunhas aos policiais, a sacola plástica foi jogada no local por duas mulheres, ainda não identificadas, que estavam em uma motocicleta, de cor preta e placa não divulgada.

    O caso será investigado pelos policiais civis da 48ª Delegacia Interativa de Polícia (DIP) de Maués.


    Fonte e Foto: A Acrítica