Tag: Investigação

  • Investigados pela morte de jovem em salto de rope jump negam fuga e alegam saída do local por orientação jurídica

    Em depoimento, responsáveis pela atividade afirmaram ter permanecido no local após o acidente e disseram não entender como a vítima foi lançada sem estar presa ao sistema de segurança.

    Brasil – A investigação sobre a morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, durante a prática de rope jump em Limeira, no interior de São Paulo, ganhou novos desdobramentos após a divulgação de trechos dos depoimentos prestados pelos investigados no caso.

    A jovem morreu após cair de uma altura aproximada de 40 metros durante um salto realizado em uma ponte utilizada para a atividade esportiva. Segundo a Polícia Civil, Maria Eduarda teria sido lançada sem estar conectada à corda de segurança responsável por sustentar os praticantes durante a descida.

    Durante os depoimentos, um dos investigados negou que a equipe tenha tentado fugir após o acidente. De acordo com sua versão, a saída do local ocorreu apenas após orientação recebida de representantes jurídicos.

    Veja ao vídeo

    https://www.instagram.com/reel/DZpmblsBLCH/?igsh=MWZyd2pqa2R1NGJwcA==

    “Nós subimos e permanecemos no local até a chegada da guarda”, afirmou o suspeito ao ser questionado sobre a conduta adotada após a queda da jovem.

    A declaração surge em meio às investigações que buscam esclarecer se houve negligência, imprudência ou falhas nos protocolos de segurança adotados pela equipe responsável pelo evento.

    Em outro trecho do depoimento, um dos envolvidos explicou que o sistema utilizado na prática do rope jump contava com dois dispositivos de proteção justamente para evitar acidentes decorrentes de falhas humanas ou técnicas.

    Segundo ele, a existência de um mecanismo de segurança duplicado tornaria improvável que uma pessoa fosse autorizada a saltar sem estar devidamente conectada ao equipamento.

    “São dois equipamentos, justamente para não ter falha”, declarou.

    Apesar da explicação apresentada pelos investigados, a principal linha de investigação da Polícia Civil aponta que Maria Eduarda não estava presa à corda de segurança no momento em que foi lançada da plataforma de salto.

    A apuração busca identificar em qual etapa do procedimento ocorreu a falha que culminou na tragédia. Entre os pontos analisados estão a conferência dos equipamentos, a capacitação da equipe envolvida na atividade e o cumprimento dos protocolos de segurança exigidos para esse tipo de prática.

    A morte da jovem causou forte comoção nas redes sociais e reacendeu o debate sobre a fiscalização de esportes radicais e a responsabilidade dos organizadores na adoção de medidas preventivas capazes de evitar acidentes fatais.

    Os depoimentos dos investigados passam agora a integrar o conjunto de provas reunidas pela Polícia Civil, que segue ouvindo testemunhas e analisando laudos periciais para esclarecer todas as circunstâncias do caso.

    Ao final das investigações, os responsáveis poderão ser indiciados caso seja constatada a existência de falhas que tenham contribuído diretamente para a morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas.

  • PT pede ao STF investigação de recursos destinados a filme sobre Bolsonaro

    A legenda alegou haver indícios de propaganda político-eleitoral, abuso de poder econômico e caixa dois ligados ao projeto cinematográfico.

    Política – O Partido dos Trabalhadores (PT) protocolou na quarta-feira (10), junto ao Supremo Tribunal Federal (STF), notícia de fato na qual pediu a investigação de recursos destinados ao filme “Dark Horse”, que contará a história do ex-presidente Jair Bolsonaro. A legenda alegou haver suspeitas sobre a origem do financiamento do filme, possível propaganda político-eleitoral, abuso de poder econômico e caixa dois.

    No documento, o partido apresentou como “ponto central dos potenciais ilícitos” a destinação de emendas parlamentares ao Instituto Conhecer Brasil, pertencente a Karina Ferreira Gama. Ela também é proprietária da Go Up Entertainment, que produziu o filme “Dark Horse”.

    Segundo o PT, o volume de recursos destinados a organizações ligadas ao filme sobre Bolsonaro por meio de emendas parlamentares pode configurar caixa dois e abuso de poder econômico se utilizado para influenciar o processo eleitoral. “A exaltação pública da trajetória de Bolsonaro constitui mecanismo apto a fortalecer a imagem, a notoriedade e a percepção positiva daqueles que se apresentam como herdeiros de seu legado político”, argumentou a legenda.

    A partir disso, o partido pediu a abertura de um processo para apurar a produção de “Dark Horse” ou a inclusão da apuração na Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 854. A ação está ligada às decisões do STF que declararam inconstitucional as emendas de relator (R9), o chamado “Orçamento Secreto”. Atualmente sob relatoria do ministro Flávio Dino, o dispositivo serve como instrumento de monitoramento da transparência e da execução das emendas parlamentares.

    O PT solicitou também a apuração de possíveis “recursos privados de origem não identificada”. No documento, a legenda apresentou reportagens que noticiaram informações sobre o financiamento do projeto cinematográfico após a divulgação de áudios do senador e pré-candidato à presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), nos quais ele pedia dinheiro ao dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, para a produção do filme.

    Para investigar as suposições apresentadas, o PT:

    Afirmou ser necessária a verificação de registros regulatórios audiovisuais junto à Agência Nacional do Cinema (Ancine), à Biblioteca Nacional e ao Escritório de Direitos Autorais dos Estados Unidos;

    Pediu para checar a situação migratória e trabalhista dos profissionais estrangeiros da produção, como o ator Jim Caviezel e o diretor Cyrus Nowrasteh;

    Solicitou a apuração da existência de um pacote de seguros “proporcional à magnitude da produção declarada”;

    Apontou a pertinência de examinar os contratos dos roteiristas, do diretor e do elenco, o instrumento de cessão da história de vida do Bolsonaro e do argumento criado pelo deputado federal Mario Frias (PL-SP), bem como identificar quem detém o controle da versão final do filme e os direitos autorais e de comercialização;

    Requereu a verificação junto ao Departamento de Justiça dos Estados Unidos da incidência da Lei de Registro de Agentes Estrangeiros sobre as atividades desenvolvidas pela rede do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro no Texas, como o fundo Havengate que gere o projeto cinematográfico;

    Propôs a averiguação dos documentos da operação feita de Vorcaro para o fundo Havengate e o repasse para a Go Up Entertainment.

    Ao STF, a legenda argumentou ainda que a investigação é importante para “afastar ou confirmar” o uso de recursos públicos em “atividades com potencial finalidade político-eleitoral”. Similarmente, o PT afirmou ser necessário apurar o aporte privado de “origem não identificada”, “estruturas empresariais opacas”, “mecanismos de interposição patrimonial” ou “fluxos transnacionais” no financiamento do filme sobre Bolsonaro.




    Fonte e Foto: JP Notícias

  • Justiça reabre investigação sobre suposto cartel de combustíveis em Manaus

    Processo retorna à primeira instância para investigar possível combinação de preços entre postos de combustíveis da capital.

    Manaus – O Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) decidiu, por unanimidade, anular a sentença que havia extinguido o processo contra proprietários de postos de combustíveis investigados por suposta formação de cartel em Manaus.

    A decisão atende a um recurso apresentado pela Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM) e permite a retomada da Ação Civil Pública nº 0634947-79.2019.8.04.0001, que apura possível alinhamento irregular de preços entre estabelecimentos da capital.

    Com a nova decisão judicial, o processo retorna à primeira instância para continuidade da fase de instrução e aprofundamento das investigações.

    Caso começou em 2019

    A disputa judicial teve início em 2019 por meio da chamada “Força Tarefa do Consumidor”, grupo formado para atuar na proteção dos direitos dos consumidores amazonenses.

    A força-tarefa reúne:

    A Defensoria Pública Especializada em Interesses Coletivos (DPEIC);
    O Ministério Público do Amazonas (MPAM);
    O Procon-AM;
    O Procon Manaus.

    Na época, os órgãos solicitaram à Justiça uma tutela de urgência para impedir possíveis práticas de alinhamento de preços nos postos de combustíveis, mas o pedido acabou negado.

    Processo havia sido extinto em 2023

    Em 2023, o caso foi encerrado sem julgamento do mérito, decisão que motivou a Defensoria Pública a recorrer ao Tribunal de Justiça.

    Segundo o defensor público Carlos Almeida Filho, coordenador da DPEIC, a extinção do processo representava um erro diante dos impactos econômicos provocados pela suposta prática anticoncorrencial.

    “O processo agora volta para a instrução adequada, reconhecendo a gravidade da situação”, afirmou.

    Órgãos querem punição e medidas emergenciais

    De acordo com a Defensoria Pública, o objetivo é obter o reconhecimento judicial da prática de cartel e responsabilizar os envolvidos.

    Além disso, os órgãos de controle buscam medidas emergenciais para impedir novos aumentos considerados abusivos nos preços dos combustíveis em Manaus.

    A expectativa é que a retomada do processo possa resultar em sanções contra os estabelecimentos que tenham violado as regras de livre concorrência e prejudicado os consumidores da capital amazonense.

    Fonte: AM POST.

  • STF nega mensagens entre Moraes e banqueiro Daniel Vorcaro e contesta prints divulgados

    Suprema Corte afirma que análise técnica dos dados apreendidos no celular do dono do Banco Master não identificou qualquer contato com o ministro.

    Política – O Supremo Tribunal Federal afirmou, na última sexta-feira (6), que análises técnicas feitas nos dados telemáticos do banqueiro Daniel Vorcaro não indicam qualquer troca de mensagens com o ministro Alexandre de Moraes.

    A manifestação foi divulgada pela Secretaria de Comunicação do tribunal após reportagens apontarem uma suposta conversa entre o magistrado e o empresário no dia em que Vorcaro foi preso pela primeira vez, em novembro de 2025.

    Segundo o STF, os arquivos analisados pelos investigadores não mostram qualquer registro de mensagens enviadas diretamente ao ministro.

    Análise aponta inconsistências nos prints

    De acordo com a nota oficial, os prints atribuídos à suposta conversa estavam associados a outras pastas de contatos existentes no computador do próprio Vorcaro.

    “O conteúdo extraído do celular do executivo pelos investigadores mostra que os prints dessas mensagens estão vinculados a pastas de outras pessoas da lista de contatos e não constam como direcionados ao ministro Alexandre de Moraes”, informou o tribunal.

    A análise técnica também indicou que a mensagem e o contato aparecem armazenados na mesma pasta do computador utilizado para registrar os prints, o que, segundo o STF, demonstra que os arquivos não estavam associados ao número do ministro.

    Por causa do sigilo determinado pelo ministro André Mendonça, o Supremo não divulgou os nomes ou números que aparecem vinculados às mensagens.

    Mensagens teriam sido enviadas antes da prisão

    A suspeita surgiu após a divulgação de um suposto diálogo que teria ocorrido em 17 de novembro de 2025, poucas horas antes da primeira prisão de Vorcaro.

    De acordo com o material divulgado, o banqueiro teria enviado uma mensagem às 17h22 perguntando: “Conseguiu bloquear?”. Outras mensagens também teriam sido enviadas ao longo do dia, mas as respostas atribuídas ao ministro teriam sido enviadas em formato de visualização única, recurso que impede o registro permanente do conteúdo.

    Apesar da circulação dos prints, o STF sustenta que os dados periciados não confirmam qualquer comunicação entre Moraes e o investigado.

    Prisão de Vorcaro e avanço da investigação

    Vorcaro, dono do Banco Master, foi preso novamente na última quarta-feira (4), em São Paulo, durante a terceira fase da Operação Compliance Zero, investigação que apura um suposto esquema bilionário de fraudes financeiras.

    Ele já havia sido detido em novembro de 2025 na primeira etapa da operação, mas estava em prisão domiciliar.

    Após a nova prisão, o empresário foi levado à Superintendência da Polícia Federal em São Paulo e, posteriormente, transferido para a Penitenciária Federal de Brasília por decisão judicial.

    A Polícia Federal argumentou que a medida foi necessária para preservar a integridade física do investigado e evitar possíveis interferências nas investigações, apontando a influência e capacidade de articulação do banqueiro junto a setores do poder público e do mercado financeiro.

  • PF abre inquérito para investigar Grupo Fictor por tentativa de compra do Master

    Os crimes de que a empresa é suspeita são os de gestão fraudulenta, apropriação indébita, emissão de títulos falsos e operar instituição financeira sem autorização.

    Economia – A Polícia Federal (PF) abriu inquérito para investigar o Grupo Fictor, que fez uma oferta para comprar o Banco Master, em novembro do ano passado, e entrou, no último domingo, 1º, com pedido de recuperação judicial.

    Os crimes de que a empresa é suspeita são os de gestão fraudulenta, apropriação indébita, emissão de títulos falsos e operar instituição financeira sem autorização. No próprio pedido de recuperação judicial, o grupo menciona “eventuais ilícitos”.

    O dono do Master Daniel Vorcaro afirmou à PF que tentou viabilizar a venda de seu banco à Fictor com a ajuda de investidores árabes. A operação, contudo, foi barrada pelo Banco Central, que determinou a liquidação da instituição financeira devido a suspeitas de fraudes na emissão de R$ 12,2 bilhões em títulos falsos.

    O BC considerou que a tentativa de compra era uma forma de mascarar a crise pela qual passava o Master, sem recursos para honrar compromissos com credores. No pedido de recuperação judicial, a Fictor diz que busca viabilizar o pagamento de R$ 4 bilhões em dívidas.

    A companhia, por sua vez, diz que a medida que impediu a compra do Master afetou sua imagem. Os advogados do grupo justificaram o pedido de recuperação judicial como uma consequência de uma crise de liquidez que se iniciou após a empresa anunciar uma proposta de compra do Banco Master, em conjunto com fundos dos Emirados Árabes Unidos não identificados. No dia seguinte ao anúncio da oferta, 18 de novembro, o BC decretou a liquidação do Master, estendendo para a Fictor a crise de confiança na qual o banco já se encontrava.

    Com isso, desde essa data, os clientes do grupo pediram a retirada de 70% dos recursos que estavam investidos, quase R$ 2 bilhões, segundo o advogado da Fictor que coordena o processo de RJ, Carlos Deneszczuk, do escritório DASA Advogados.



    Fonte e Foto: Estadão