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  • Vídeo mostra capitão anunciando primeira morte suspeita de hantavírus em cruzeiro; veja

    Passageiro gravou comunicado em que o comandante afirmou, ainda sem confirmação da doença, que a morte havia ocorrido por causas naturais.

    Mundo – Um vídeo divulgado na última quarta-feira (6) mostra o momento em que o capitão de um cruzeiro de luxo anuncia a primeira morte a bordo do navio MV Hondius, em meio à suspeita de um surto de hantavírus durante a viagem entre Ushuaia, na Argentina, e Cabo Verde.

    No registro, o comandante Jan Dobrogowski informa aos passageiros que um homem holandês de 70 anos havia morrido no dia anterior. Segundo ele, a comunicação fazia parte do protocolo da embarcação, mas a situação estaria sob controle.

    Na gravação, o capitão afirma que a morte não estava relacionada a uma doença infecciosa e tenta tranquilizar os ocupantes do navio.

    “Por mais trágico que seja, acreditamos que foi por causas naturais. E também, quaisquer problemas de saúde que ele estivesse enfrentando, segundo o médico, não eram infecciosos, então o navio está seguro nesse aspecto”, disse Dobrogowski.

    O vídeo foi gravado pelo blogueiro de viagens turco Ruhi Cenet, um dos passageiros do cruzeiro. Ele relatou surpresa ao perceber que a rotina da embarcação continuou normalmente após o anúncio da morte.

    “O médico me diz que não estamos infectados”, afirmou o capitão no comunicado aos passageiros, sem imaginar que semanas depois o próprio médico britânico do navio estaria em estado grave.

    Cenet criticou a condução do caso pela tripulação. “Nem sequer consideraram a possibilidade de que fosse uma doença tão contagiosa. Não levaram o problema suficientemente a sério”, afirmou.

    Dias depois, a esposa do primeiro passageiro morto também morreu e testou positivo para hantavírus, aumentando a suspeita de surto a bordo. Outro passageiro morreu no início de maio, enquanto ocupantes seguem internados em estado grave.

    Entenda

    A Organização Mundial da Saúde (OMS) informou no domingo (3) três mortes relacionadas a um possível surto de infecção por hantavírus em um navio de cruzeiro no Atlântico.

    O vírus é transmitido por roedores e pode causar doenças respiratórias graves, com risco de evolução fatal. O surto ocorreu no MV Hondius, que viajava de Ushuaia, na Argentina, para Cabo Verde.

    “Embora seja raro, o hantavírus pode ser transmitido de uma pessoa para outra e provocar doenças respiratórias graves”, indicou a OMS.

    As autoridades de saúde informaram que o caso segue sob investigação detalhada. De acordo com a OMS, estão sendo conduzidas análises laboratoriais adicionais, além de estudos epidemiológicos para entender melhor a possível transmissão do vírus.

    “Os passageiros e a tripulação estão recebendo cuidados médicos. A sequenciação do vírus também está sendo realizada”, acrescentou a organização.

    O que é o hantavírus?

    De acordo com o Ministério da Saúde, a hantavirose é uma zoonose viral aguda que, no Brasil, se manifesta principalmente na forma da Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus (SCPH), um quadro grave que pode comprometer o sistema respiratório e cardiovascular.

    O vírus pertence à família Hantaviridae e tem como reservatórios naturais roedores silvestres, que eliminam o agente infeccioso pela urina, fezes e saliva sem apresentar sintomas ao longo da vida.

    A transmissão para humanos ocorre, na maioria dos casos, pela inalação de aerossóis contaminados a partir das excretas desses animais. Também pode acontecer por contato direto com mucosas — como olhos, boca e nariz —, por ferimentos na pele ou mordidas de roedores. Embora rara, a transmissão entre pessoas já foi registrada em países como Argentina e Chile, associada a um tipo específico do vírus.

    https://www.instagram.com/reel/DYBTCzgD_cw/?igsh=d2lwaWowNjhsdDQ=


    Fonte e Foto: JP Notícias

  • Hantavírus em cruzeiro: OMS diz que risco para a saúde pública mundial ‘continua baixo’

    Organização diz acompanhar de perto estado de saúde de passageiros e tripulação do MV Hondius e afirma atuar com países para garantir atendimento e evacuação, se necessário.

    Saúde – O risco para a saúde pública mundial decorrente do foco de hantavírus identificado a bordo do cruzeiro MV Hondius “continua baixo”, afirmou nesta quarta-feira o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus.

    “Neste momento, o risco global para a saúde pública continua baixo”, escreveu Tedros na rede social X.

    O chefe da OMS acrescentou que “a OMS continua colaborando com os operadores do navio para monitorar de perto o estado de saúde dos passageiros e da tripulação, e trabalha com os países para garantir acompanhamento médico adequado e evacuação, se necessário”.

    Os três pacientes com suspeita de hantavírus que estavam a bordo do cruzeiro foram retirados da embarcação em Cabo Verde e serão transferidos para a Holanda para receber atendimento médico, também comunicou nesta quarta-feira o diretor-geral da OMS.

    “Três pacientes com suspeita de infecção por hantavírus acabam de ser retirados do navio e estão a caminho para receber atendimento médico nos Países Baixos, em coordenação com a OMS, o operador do navio e as autoridades nacionais de Cabo Verde, do Reino Unido, da Espanha e dos Países Baixos”, anunciou Tedros na rede social X.

    Internação na Suíça

    Um homem foi hospitalizado na Suíça com hantavírus após retornar de uma viagem à América do Sul a bordo do navio de cruzeiro MV Hondius. Segundo as autoridades do país, ele foi imediatamente colocado em isolamento e, até o momento, não há risco à população.

    De acordo com o relato oficial, o paciente voltou para casa no fim de abril. Após o retorno, começou a apresentar sintomas e procurou atendimento no Hospital Universitário de Zurique, onde permanece internado.

    As autoridades suíças agora investigam se ele teve contato com outras pessoas enquanto estava doente, em uma tentativa de rastrear eventuais exposições ao vírus e entender o alcance potencial do caso.

    A esposa do homem, que o acompanhava na viagem, não apresentou sintomas até o momento, mas também foi colocada em isolamento como medida preventiva.

    Possível transmissão entre pessoas

    Nesta manhã, o ministro da Saúde sul-africano, Aaron Motsoaledi, declarou que a cepa de hantavírus detectada em um dos passageiros do cruzeiro evacuado para a África do Sul é a dos Andes, variante conhecida por poder ser transmitida entre humanos.

    — Os testes preliminares mostram que, de fato, trata-se da cepa dos Andes — declarou Motsoaledi: — E acontece que é a única cepa, entre as 38 conhecidas, que pode ser transmitida de uma pessoa para outra.

    Dois passageiros do cruzeiro, onde foi identificado um foco de hantavírus, foram transferidos para Joanesburgo. Um deles morreu, enquanto o outro permanece hospitalizado.

    O que se sabe?

    Há 147 pessoas de 23 nacionalidades a bordo, informou a Organização Mundial da Saúde (OMS) na terça-feira. A operadora holandesa do navio, Oceanwide Expeditions, havia indicado na segunda-feira que havia 149 pessoas a bordo, incluindo um passageiro alemão que morreu.

    Afirmou que havia 88 passageiros de 15 países, incluindo 19 do Reino Unido, 17 dos Estados Unidos, 13 da Espanha e oito da Holanda. Um dos passageiros é argentino. A tripulação é composta por 61 pessoas de 12 países, incluindo 38 das Filipinas, cinco da Ucrânia, cinco da Holanda e quatro do Reino Unido, acrescentou ele. Um membro da tripulação é da Guatemala.

    Entre as vítimas fatais está um casal holandês que havia viajado pela América do Sul antes de embarcar em Ushuaia, na Argentina, em 1º de abril. O marido adoeceu em 6 de abril e morreu em 11 de abril. Seu corpo foi retirado do navio de cruzeiro em 24 de abril na ilha britânica de Santa Helena.

    Sua mulher, que não se sentia bem, desembarcou. Seu estado de saúde piorou durante um voo para Joanesburgo em 25 de abril — que tem conexão semanal com Santa Helena —, e ela faleceu no hospital em 26 de abril. A infecção por hantavírus foi confirmada em 4 de maio. O porta-voz do Ministério da Saúde da África do Sul, Foster Mohale, disse que o marido tinha 70 anos e a mulher, 69.

    Uma passageira alemã apresentou febre em 28 de abril, posteriormente contraiu pneumonia e faleceu em 2 de maio. Seu corpo permanece no navio.

    Outras quatro pessoas adoeceram

    Um passageiro britânico adoeceu em 24 de abril com sintomas de febre e pneumonia, e seu estado de saúde piorou em 26 de abril. Ele foi evacuado por via aérea da Ilha de Ascensão para a África do Sul. Ele está na UTI, com infecção por hantavírus confirmada em 2 de maio. Mais exames estão sendo realizados. Mohale disse que o passageiro tinha 69 anos. A OMS informou que, segundo informações, o paciente está “melhorando”.

    “Esta pessoa está atualmente sendo tratada na unidade de terapia intensiva em Joanesburgo e encontra-se em estado crítico, porém estável”, informou a Oceanwide Expeditions.

    Dois tripulantes, um britânico e um holandês, apresentam sintomas respiratórios agudos: um leve e um grave, segundo a operadora. A OMS informou que ambos estão em condição estável e que amostras foram enviadas ao Instituto Pasteur em Dakar. A prioridade é a evacuação médica de ambos — provavelmente para a Holanda — antes da movimentação do navio.

    Outra pessoa relatou febre leve, mas já está bem e assintomática, informou a OMS, acrescentando que não há outros indivíduos sintomáticos a bordo. O governo espanhol afirmou em comunicado na noite desta terça-feira que aceitou um pedido da Holanda “para receber o médico do MV Hondius, que se encontra em estado grave e será transportado para as Ilhas Canárias de avião”.

    Hantavírus

    Os hantavírus circulam entre roedores e podem ser fatais quando transmitidos a humanos. A transmissão limitada de pessoa para pessoa foi documentada apenas entre contatos próximos para uma única espécie: o vírus dos Andes, que circula na América do Sul. A hipótese da OMS, enquanto aguarda os resultados dos testes laboratoriais, é que se trate dessa cepa.

    O período de incubação típico do vírus varia de uma a seis semanas, explicou a chefe de prevenção de epidemias da OMS, Maria Van Kerkhove, nesta terça-feira, sugerindo que o casal holandês contraiu o vírus antes do embarque. Não existem vacinas ou tratamentos específicos para o hantavírus.

    No ano passado, a mulher do ator vencedor do Oscar, Gene Hackman, morreu de hantavírus. Hackman, de 95 anos, que sofria de Alzheimer, morreu aproximadamente uma semana depois, de causas naturais.

    O MV Hondius

    O navio de bandeira holandesa foi construído em 2019 para cruzeiros de expedição polar. É operado pela empresa holandesa de cruzeiros Oceanwide Expeditions. Foi projetado para acomodar 170 passageiros em 80 cabines, além de 57 tripulantes, 13 guias e um médico. O navio tem 107,6 metros de comprimento e 17,6 metros de largura, e atinge uma velocidade máxima de 15 nós.

    A viagem

    Após retornar a Ushuaia, na Argentina, em 31 de março, depois de uma viagem à Península Antártica, a expedição rumo ao norte, através do Oceano Atlântico, começou em 1º de abril, segundo o site de rastreamento MarineTraffic.

    Depois de visitar ilhas como Geórgia do Sul (5 a 7 de abril) e Tristão da Cunha e ilhas vizinhas (13 a 16 de abril), o navio fez uma parada em Santa Helena (22 a 24 de abril). Partiu da ilha britânica de Ascensão em 27 de abril. O navio está agora ancorado em Praia, capital de Cabo Verde.

    Após a evacuação de três pessoas com suspeita de infecção pelo vírus, o MV Hondius deve seguir para as Ilhas Canárias, onde chegará em “3 a 4 dias”, anunciou o Ministério da Saúde espanhol na terça-feira, sem especificar o porto.


    Fonte e Foto: O Globo

  • OMS confirma dois casos de hantavírus e identifica cinco suspeitos em cruzeiro

    Dos sete casos identificados, a Organização Mundial da Saúde registrou três mortes, um paciente em estado crítico e três com sintomas leves.

    Mundo – A Organização Mundial da Saúde (OMS) confirmou nesta terça-feira (5) dois casos de hantavírus entre as pessoas a bordo ou que desembarcaram de um cruzeiro ancorado em Cabo Verde, do qual três pessoas morreram.

    “Em 4 de maio de 2026 foram identificados sete casos (dois casos de hantavírus confirmados em laboratório e cinco suspeitos), incluindo três falecimentos, um paciente em estado crítico e três pessoas com sintomas leves”, afirmou a OMS em um comunicado.

    Três dessas pessoas já não estão no cruzeiro e quatro permanecem a bordo.

    A OMS anunciou ainda que tenta localizar os passageiros do voo que saiu da ilha de Santa Helena com destino a Joanesburgo, do qual foi retirada uma turista holandesa infectada com hantavírus que morreu em um hospital da África do Sul.

    A holandesa de 69 anos, cujo marido de 70 anos morreu a bordo do cruzeiro, havia desembarcado em Santa Helena em 24 de abril “com sintomas gastrointestinais” e embarcou no dia seguinte em um voo com destino a Joanesburgo, indicou a OMS.

    Ela morreu no dia 26 de abril e sua infecção por hantavírus foi confirmada na segunda-feira. “Iniciamos as buscas para localizar os passageiros do voo”, acrescentou a OMS em um comunicado.

    OMS suspeita de transmissão do hantavírus entre pessoas  

    A OMS suspeita que houve transmissão do hantavírus entre pessoas a bordo do navio de cruzeiro ancorado em Cabo Verde, com três passageiros mortos.“Levando em consideração a duração do período de incubação do hantavírus, que pode variar entre uma e seis semanas, supomos que foram infectados fora do navio e acreditamos que pode ter acontecido uma transmissão inter-humana, entre pessoas em contato muito próximo”, declarou Maria Van Kerkhove, diretora de preparação e prevenção contra epidemias e pandemias da OMS.


    Fonte e Foto: JP Notícias

  • Hantavírus: o que é o vírus suspeito de matar ao menos três pessoas em cruzeiro

    O vírus é transmitido por roedores e pode causar doenças respiratórias graves, com risco de evolução fatal.

    Saúde – A Organização Mundial da Saúde (OMS) informou no domingo (3) sobre três mortes relacionadas a um possível surto de infecção por hantavírus, em um navio de cruzeiro no Atlântico.

    “Até o momento, foi confirmado um caso de infecção por hantavírus em laboratório, e há outros cinco casos suspeitos. Das seis pessoas afetadas, três morreram e uma está atualmente em terapia intensiva na África do Sul”, informou a organização.

    O vírus é transmitido por roedores e pode causar doenças respiratórias graves, com risco de evolução fatal. O surto ocorreu no MV Hondius, que viajava de Ushuaia, na Argentina, para Cabo Verde.

    “Embora seja raro, o hantavírus pode ser transmitido de uma pessoa para outra e provocar doenças respiratórias graves”, indicou a OMS.

    As autoridades de saúde informaram que o caso segue sob investigação detalhada. De acordo com a OMS, estão sendo conduzidas análises laboratoriais adicionais, além de estudos epidemiológicos para entender melhor a possível transmissão do vírus.

    “Os passageiros e a tripulação estão recebendo cuidados médicos. A sequenciação do vírus também está sendo realizada”, acrescentou a organização.

    O que é o hantavírus?

    De acordo com o Ministério da Saúde, a hantavirose é uma zoonose viral aguda que, no Brasil, se manifesta principalmente na forma da Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus (SCPH), um quadro grave que pode comprometer o sistema respiratório e cardiovascular.

    O vírus pertence à família Hantaviridae e tem como reservatórios naturais roedores silvestres, que eliminam o agente infeccioso pela urina, fezes e saliva sem apresentar sintomas ao longo da vida.

    A transmissão para humanos ocorre, na maioria dos casos, pela inalação de aerossóis contaminados a partir das excretas desses animais. Também pode acontecer por contato direto com mucosas — como olhos, boca e nariz —, por ferimentos na pele ou mordidas de roedores. Embora rara, a transmissão entre pessoas já foi registrada em países como Argentina e Chile, associada a um tipo específico do vírus.

    Sintomas

    Os sintomas da hantavirose podem variar de um quadro inicial inespecífico, com febre, dores no corpo e mal-estar, até formas mais graves, com comprometimento pulmonar e cardíaco.

    Nos casos severos, a doença pode evoluir rapidamente para insuficiência respiratória e síndrome da angústia respiratória aguda (SARA), exigindo atendimento médico imediato. O período de incubação varia de uma a cinco semanas, podendo chegar a até 60 dias.

    Tratamento

    Ainda segundo o Ministério da Saúde, não existe tratamento específico para a infecção por hantavírus. O manejo dos pacientes é feito com medidas de suporte, de acordo com a gravidade de cada caso, geralmente em ambiente hospitalar.

    Por se tratar de uma doença de evolução rápida e potencialmente fatal, a hantavirose é de notificação compulsória imediata, devendo ser comunicada às autoridades de saúde em até 24 horas.

    A pasta também destaca a importância da prevenção, especialmente para profissionais mais expostos, como trabalhadores rurais e equipes de saúde.

    O uso de equipamentos de proteção individual, como máscaras PFF3, luvas, aventais e óculos de proteção, é recomendado em situações de risco, além de medidas que evitem o contato com ambientes contaminados por roedores.


    Fonte e Foto: JP Notícias