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  • Comando Central dos EUA informa ter ‘concluído’ ataques contra o Irã

    Apesar do encerramento da campanha militar recente, Trump não descartou futuras operações contra Teerã.

    Mundo – O Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) disse, no início desta quinta-feira (11), que “completou” a nova rodada de ataques aéreos contra o Irã, pouco antes do amanhecer no país persa (pelo horário local). A ofensiva ocorreu “em resposta à agressão injustificada e contínua” do regime iraniano e teve como alvos instalações militares e sistemas de comunicação, segundo o órgão que comanda as forças americanas.

    Explosões foram registradas em Teerã, na cidade portuária de Bandar Abbas e em áreas próximas ao Estreito de Ormuz.A nova onda de bombardeios foi lançada após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reclamar da demora na conclusão das negociações de paz com o regime iraniano.

    O Irã ameaçou retaliar os ataques, mas apenas o Bahrein, que sedia uma base militar americana, acionou o alerta de aproximação de mísseis. Após o Comando Central anunciar o fim da operação, as cotações do petróleo reduziram a alta para a faixa de 1,50%, após saltarem quase 3%.

    ‘Sem sentido’

    À esteira dos ataques norte-americanos, o Ministério de Relações Exteriores do país afirmou, nesta quinta-feira (11), que o cessar-fogo em vigor entre os iranianos e os EUA, aplicado desde abril, praticamente “não faz mais sentido”. A declaração oficial por parte de Teerã culpou o governo Trump pela continuidade da guerra, dizendo que os ataques eram “ilegais e criminosos” e constituem uma flagrante violação da Carta das Nações Unidas.

    Em resposta à mais recente ofensiva americana contra alvos em Teerã, a Marinha do Irã também anunciou o fechamento total do Estreito de Ormuz por tempo indeterminado. Segundo a agência de notícias Mehr, a medida impede a saída de embarcações do Golfo Pérsico e do Mar de Omã, enquanto qualquer navio que se aproximar da passagem marítima poderá ser tratado como alvo hostil pelas forças iranianas.


    Fonte e Foto: JP Notícias

  • EUA propõem tarifa de 25% sobre bens brasileiros após término de investigação

    Medida responde a práticas consideradas irrazoáveis em setores como comércio digital, etanol e meio ambiente.

    Mundo – O Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) concluiu, na segunda-feira (1º), uma investigação que classifica políticas e práticas do governo brasileiro como irrazoáveis. Como resultado, o governo americano propôs a aplicação de uma tarifa de 25% sobre mercadorias do Brasil, alegando que as ações brasileiras oneram e restringem o comércio dos EUA.

    A decisão baseia-se na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974. O relatório final aponta irregularidades em seis áreas principais: comércio digital e serviços de pagamento eletrônico, tarifas preferenciais desleais, aplicação de medidas anticorrupção, proteção da propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol e combate ao desmatamento ilegal.

    No âmbito digital, a investigação cita ordens judiciais brasileiras para remoção de conteúdo e suspensão de perfis em redes sociais americanas, além de restrições a sistemas de pagamentos.

    Quanto ao etanol, o texto afirma que o Brasil não oferece tratamento tarifário recíproco desde 2017. O documento menciona ainda que, apesar de possuir leis contra o desmatamento, o Brasil falha na aplicação eficaz dessas normas.

    O embaixador Jamieson Greer declarou que a investigação foi iniciada a pedido do presidente Donald Trump para abordar preocupações comerciais persistentes. Greer afirmou que, embora tenham ocorrido reuniões entre Trump e o presidente Lula (PT) nos últimos meses, permanecem divergências substanciais entre as nações.

    O Escritório do Representante Comercial abriu as medidas propostas para consulta pública. Interessados podem enviar comentários por escrito até o dia 1º de julho. Uma audiência pública sobre a ação está agendada para 6 de julho. O prazo legal para a tomada de medidas corretivas finais é 15 de julho.


    Fonte e Foto: JP Notícias

  • Ex-âncora da CNN Don Lemon é preso em protesto contra o ICE nos EUA

    Jornalista estava com dezenas de manifestantes em Minneapolis.

    Mundo – O ex-âncora da CNN Internacional Don Lemon foi detido na noite de quinta-feira (29), em Los Angeles, informou o advogado dele.

    Lemon estava com dezenas de manifestantes contrários ao Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) que invadiram a Igreja Cities em St. Paul, na cidade de Minnesota, no início deste mês, interrompendo um culto e provocando confrontos tensos.

    “Don Lemon foi detido por agentes federais na noite passada em Los Angeles, onde cobria a cerimônia do Grammy”, disse seu advogado, Abbe Lowell, em um comunicado na manhã desta sexta-feira. “Don é jornalista há 30 anos e seu trabalho, protegido pela Constituição, em Minneapolis, não foi diferente do que ele sempre fez. A Primeira Emenda existe para proteger jornalistas cujo papel é revelar a verdade e responsabilizar aqueles que detêm o poder.”

    “Em vez de investigar os agentes federais que mataram dois manifestantes pacíficos em Minnesota, o Departamento de Justiça de Trump está dedicando seu tempo, atenção e recursos a essa prisão, e essa é a verdadeira prova de irregularidades neste caso”, acrescentou Lowell.

    Segundo a defesa, a prisão é um “ataque sem precedentes à Primeira Emenda e a tentativa transparente de desviar a atenção das muitas crises que esta administração enfrenta não serão tolerados. Don lutará contra essas acusações com vigor e rigor no tribunal.”

    Lemon, ex-âncora da CNN, afirmou que estava presente na manifestação como jornalista e não como manifestante. Em um vídeo do episódio que ele postou no YouTube, Lemon diz: “Estou aqui apenas fotografando, não faço parte do grupo… Sou jornalista”.

    Mesmo assim, altos funcionários do Departamento de Justiça afirmaram imediatamente e publicamente que ele  seria indiciado.

    Segundo eles, Lemon não tinha o direito de estar na propriedade privada da igreja e interromper um culto religioso poderia ter infringido o direito constitucional dos fiéis de expressarem sua religião.

    A procuradora-geral Pam Bondi condenou o protesto durante uma visita a Minneapolis, dizendo em uma entrevista à Fox News que a cena era “horrível”. Ela não mencionou Lemon especificamente.


    Fonte e Foto: CNN Brasil

  • EUA declaram emergência nacional contra Cuba e ampliam sanções com foco em petróleo

    Principal eixo da nova política é a criação de tarifas punitivas contra qualquer país que forneça petróleo a Cuba, direta ou indiretamente.

    Mundo – O governo dos Estados Unidos, sob a presidência de Donald J. Trump, na quinta-feira (29) uma nova Ordem Executiva declarando que o Governo de Cuba representa uma “ameaça incomum e extraordinária” à segurança nacional e à política externa norte-americana.

    A medida amplia de forma significativa o alcance das sanções contra Havana e cria um novo mecanismo de pressão econômica indireta, com potencial impacto regional e global. A ordem entra em vigor em 30 de janeiro de 2026. A informação tinha sido adiantada

    A intensificação da tensão com Cuba já havia sido informado pela Coluna, que destacou que essa seria um nova rota de choque com a América Latina.

    O que a ordem determina:

    O principal eixo da nova política é a criação de tarifas punitivas contra qualquer país que forneça petróleo a Cuba, direta ou indiretamente.

    Na prática, os Estados Unidos passam a poder:

    Declarar emergência nacional com base na relação de Cuba com potências e grupos considerados hostis;

    Aplicar tarifas adicionais (impostos de importação) sobre produtos vindos de países que vendam petróleo a Cuba;

    Penalizar inclusive fornecimentos indiretos, feitos por meio de intermediários ou terceiros;

    Ajustar, ampliar ou suspender as medidas conforme o comportamento de Cuba ou dos países afetados.

    A decisão final sobre quando e quanto tarifar caberá ao presidente, com base em recomendações dos Departamentos de Comércio, Estado, Tesouro e Segurança Interna.

    Por que o petróleo é o foco?

    Cuba é fortemente dependente de importações de petróleo para manter:

    • transporte,
    • geração de energia,
    • indústria,
    • serviços básicos.

    Ao mirar o fornecimento de petróleo, os EUA buscam asfixiar economicamente o governo cubano, aumentar o custo político para países que mantêm relações energéticas com Havana, forçar um realinhamento diplomático regional.

    Diferentemente de sanções tradicionais, essa estratégia não pune apenas Cuba, mas cria um efeito cascata sobre terceiros.

    Países que podem ser afetados

    Com base nas atuais relações políticas e energéticas, os principais países potencialmente impactados incluem:

    Venezuela

    Rússia

    China

    Irã

    Países latino-americanos que mantêm relações políticas próximas com Havana passam a enfrentar um dilema:
    manter apoio a Cuba e sofrer retaliações comerciais, ou recuar diplomaticamente para proteger suas exportações aos EUA.

    A Ordem Executiva representa uma das medidas mais duras dos EUA contra Cuba nos últimos anos, não apenas pelo conteúdo, mas pela estratégia de punir terceiros.

    Ao transformar o fornecimento de petróleo em um fator de risco comercial global, Washington amplia seu poder de pressão — mas também eleva o potencial de conflitos diplomáticos, especialmente na América Latina, onde os efeitos econômicos, políticos e migratórios tendem a ser mais intensos.


    Fonte e Foto: JP Notícias

  • Trump diz que EUA vão tomar ‘medidas duras’ se Irã executar manifestantes

    Anúncio veio no mesmo dia em que o regime iraniano informou que nesta quarta-feira (14) irá executar um manifestante que participou dos protestos contra o governo.

    Mundo – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse, na terça-feira (13) que ‘tomará medidas duras’ se o Irã enforcar manifestantes. “Patriotas iranianos, continuem protestando – ocupem suas instituições!!!! Guardem os nomes dos assassinos e abusadores”, escreveu Trump em sua conta nas redes sociais. “Eles pagarão um preço alto. Cancelei todas as reuniões com autoridades iranianas até que o assassinato sem sentido de manifestantes pare. A ajuda está a caminho”, acrescentou.

    O anúncio veio no mesmo dia em que o regime iraniano informou que na quarta-feira (14) irá executar um manifestante que participou dos protestos contra o governo. A vítima é Erfan Soltani, de 26 anos. Ele foi mantido em detenção sem acesso a um advogado, e as autoridades não o acusaram formalmente.

    A população do Irã denunciou ao jornal The New York Times que as manifestações no país estão sendo reprimidas de forma “brutal”. Os relatos são de que as forças armadas foram autorizadas a “atirar para matar”. Segundo informou dois funcionários do Ministério da Saúde iraniano ao veículo, pelo menos 3.000 pessoas foram mortas desde o início dos protestos.

    Diante dos relatos e do aumento de número de mortos, Trump, que no final de semana disse que ajudaria os iranianos se libertarem do regime islâmico, informou que atacar o Irã é mais provável que improvável. As informações são do jornal The Wall Street Journal. Um funcionário da Casa Branca afirmou ao veículo que “todas as opções” de medidas contra o Irã foram apresentadas ao presidente dos Estados Unidos.

    Há duas semanas, os iranianos estão indo às ruas em manifestações que são as maiores já vistas desde 2022, quando Mahsa Amini foi presa por supostamente violar o código de vestimenta feminino. Dessa vez, os protestos são contra o governo com pressão econômica, que é um dos problemas do país há anos devido às sanções dos Estados Unidos e da União Europeia devido às ambições nucleares iranianas.


    Fonte e Foto: JP Notícias

  • EUA não descartam novas acusações contra autoridades da Venezuela

    Vice-chefe de gabinete da Casa Branca alertou que melhor decisão é cooperar totalmente com o governo americano.

    Mundo – Um alto funcionário dos Estados Unidos indicou que o governo Trump não descarta futuras acusações contra autoridades venezuelanas após a captura de Nicolás Maduro, mas alertou que essas autoridades deveriam cooperar.

    A acusação dos EUA contra Maduro e sua esposa, que foram capturados no sábado (3), também incluiu mais quatro pessoas. Entre elas, o filho de Maduro e o chefe da gangue Tren de Aragua, que permanecem na Venezuela.

    “Pode haver indivíduos fugitivos da justiça americana que poderiam fazer parte da conversa futura”, disse o vice-chefe de gabinete da Casa Branca, Stephen Miller, ao âncora Jake Tapper da CNN na segunda-feira (5).

    Miller sugeriu que novas acusações podem ser consideradas.

    “Para aqueles que podem ser acusados, a melhor decisão que podem tomar é fazer parte de um processo construtivo de tomada de decisão para o futuro da Venezuela”, disse ele.

    Ele acrescentou: “A melhor decisão que podem tomar é cooperar total e completamente com os Estados Unidos para fazer parte da construção de um futuro melhor para a Venezuela durante este período provisório”.

    Entenda as acusações contra Nicolás Maduro

    As acusações na denúncia revelada no sábado (3) são as mesmas quatro da denúncia anterior feita em Nova York, em 2020: narcoterrorismo, conspiração para importar cocaína, posse de metralhadoras e conspiração.

    De toda forma, os réus listados em cada caso são ligeiramente diferentes — principalmente com a inclusão da esposa e do filho de Maduro.

    Na nova denúncia, o governo Trump afirmou que Maduro e seus aliados transformaram as instituições venezuelanas em um foco de corrupção alimentada pelo narcotráfico para benefício próprio.

    Essa corrupção “enriquece os bolsos de autoridades venezuelanas e suas famílias, ao mesmo tempo que beneficia narcoterroristas violentos que operam impunemente em solo venezuelano e que ajudam a produzir, proteger e transportar toneladas de cocaína para os Estados Unidos”, afirma o documento.

    O documento de 25 páginas detalha um suposto complô de Maduro, sua esposa Cilia Flores, seu filho Nicolás Maduro Guerra, dois funcionários do regime venezuelano e um líder do Tren de Aragua — uma gangue venezuelana que o governo Trump classificou como organização terrorista estrangeira.


    Fonte e Foto: CNN Brasil