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  • Idoso de 62 anos é preso por estupro de vulnerável no interior do Amazonas

    Adolescente de 12 anos relatou abusos e foi diagnosticada com IST após atendimento médico.

    Polícia – Um homem de 62 anos foi preso pelo crime de estupro de vulnerável praticado contra uma adolescente de 12 anos e por transmitir Infecção Sexualmente Transmissível (IST) a ela. O caso aconteceu em Envira (município distante 1.208 quilômetros de Manaus).

    De acordo com o delegado Sérgio Augusto, as investigações iniciaram após a vítima apresentar sintomas de febre, dor no corpo e vômito, e procurar a unidade hospitalar do município, onde foi diagnosticada com uma IST transmissível somente por relação sexual.

    “Em escuta especializada com o Conselho Tutelar e o Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas), a vítima relatou ter sido abusada pelo vizinho ao menos duas vezes, sendo uma delas em dezembro de 2025 e a outra vez este ano”, explicou o delegado.

    O delegado detalhou ainda que a adolescente era constantemente assediada pelo autor sempre que caminhava pela rua de sua casa. Em depoimento, a vítima contou que o homem teria supostamente abusado de outras amigas dela.

    O homem foi preso e responderá pelo crime de estupro de vulnerável. Após passar por audiência de custódia, ele ficará à disposição do Poder Judiciário.


    Fonte e Foto: A Acrítica

  • ‘Ele destruiu a minha vida’: O silêncio quebrado pela vítima de um tenente da PM após dez anos de dor

    Aos 17 anos, jovem revela traumas e sequelas psicológicas de abusos sofridos na infância; militar está preso por novos crimes no Amazonas.

    Polícia – O desabafo é de quem teve a infância interrompida pelo medo. Hoje com 17 anos, uma jovem decidiu romper o silêncio e relatar o horror vivido quando tinha apenas 8 anos de idade. O agressor, segundo a denúncia, é o tenente da Polícia Militar do Amazonas, Osvaldo Lima da Silva, que na época mantinha um relacionamento com a mãe da vítima e frequentava semanalmente a casa da família.

    O relato detalha uma dinâmica de terror psicológico: o militar utilizava sua posição e sua arma para garantir o silêncio da criança.

    “Eu fiquei congelada, não conseguia falar nem me mexer”, relembrou a jovem, descrevendo o momento em que foi abusada enquanto a própria mãe dormia ao lado. Sob ameaças de morte contra ela e sua família, e com uma pistola mantida sob o travesseiro, o agressor silenciou a vítima por anos.

    As Marcas Invisíveis e a Luta pela Vida

    A denúncia formal só ocorreu em 2020, com o apoio do pai e da avó paterna. Contudo, as cicatrizes psicológicas já haviam se tornado profundas. A jovem foi diagnosticada com:

    * Depressão grave e ansiedade;
    * Fobia social e transtorno bipolar;
    * Histórico de três tentativas de suicídio.

    Poucos dias antes de conceder a entrevista, ela havia recebido alta hospitalar após uma nova crise. “Ninguém imagina que um policial na posição dele teria esse comportamento”, desabafou a vítima, evidenciando o choque da traição de confiança por alguém que deveria proteger a sociedade.

    Um Padrão de Predação

    A advogada Jadiane Kavadi, da Procuradoria da Mulher, aponta que o militar agiu de forma calculada, utilizando a tática do “aliciamento” (grooming), aproximando-se com doces e carinho para conquistar a confiança da família e da criança antes de iniciar os abusos.

    A prisão de Osvaldo, ocorrida em 7 de abril de 2026, não foi motivada apenas pelo caso da adolescente. Ele se entregou após ser acusado de estuprar uma mulher de 25 anos dentro de um posto de fiscalização na rodovia AM-010. Naquela ocasião, ele teria utilizado uma abordagem policial falsa para isolar a vítima e cometer o crime dentro de uma unidade militar.



    Situação Jurídica

    O tenente já havia sido denunciado pelo Ministério Público em 2025 pelo crime contra a jovem. Atualmente, ele permanece custodiado no Núcleo Prisional da Polícia Militar.

    A Defesa: Informou que não se manifestará sobre a nova denúncia da jovem de 17 anos. Sobre o caso da rodovia AM-010, nega as acusações e alega contradições nos depoimentos.

    A Polícia Militar: Confirmou a instauração de um Inquérito Policial Militar (IPM) para apurar a conduta do agente e afirmou estar colaborando com as investigações da Polícia Civil.
    Para a jovem que agora fala pela primeira vez, a prisão representa um alento, mas a jornada de recuperação ainda é longa. “Ele destruiu a minha vida por completo”, resume, em uma frase que ecoa o peso de quase uma década de sofrimento oculto.

    Precisa de ajuda?

    Se você ou alguém que você conhece está passando por um momento difícil ou sofrendo violência, busque ajuda:

    CVV (Centro de Valorização da Vida): Ligue 188 (atendimento 24h gratuito).

    Direitos Humanos: Disque 100.

    Emergências: Ligue 190.