Tag: Eleições

  • PoderData: 41% acham o governo Lula melhor que o de Bolsonaro; 37% dizem que é pior

    O atual presidente leva vantagem entre os ateus, agnósticos e praticantes de todas as religiões pesquisadas, exceto entre os evangélicos, que tendem a preferir Bolsonaro.

    Política – Pesquisa PoderData divulgada na sexta-feira (4) mostra que 41% dos entrevistados consideram o atual governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) melhor do que o governo de Jair Bolsonaro (PL), encerrado em 2022. Por outro lado, 37% dizem considerar que a passagem do capitão da reserva pelo Planalto foi melhor do que o terceiro mandato do petista. 21% dos ouvidos consideram os governos “iguais” e os que não souberam responder correspondem a 1%.

    Mulheres (46%), nordestinos (65%), pessoas com mais de 60 anos (50%) e que ganham até dois salários mínimos (53%) são as que mais consideram o governo de Lula melhor que o de Bolsonaro.  Homens (42%), sulistas (56%) com 24 anos ou menos (44%) e que ganham mais de cinco salários mínimos (54%) tendem a preferir o governo anterior.

    O atual presidente leva vantagem entre os ateus, agnósticos e praticantes de todas as religiões pesquisadas, exceto entre os evangélicos, que tendem a preferir Bolsonaro.

    De 30 de maio a 1º de junho, o PoderData entrevistou 2.500 pessoas em 166 municípios por meio de ligação telefônica. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos e o nível de confiança é de 95%.


    Fonte e Foto: JP Notícias

  • Presidente do TSE cria comissão para combater IA ilegal nas eleições

    Grupo deverá elaborar um catálogo nacional de soluções.

    Justiça – O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Nunes Marques, realizou na segunda-feira (25) a primeira reunião com presidentes dos tribunais regionais eleitorais (TREs) após tomar posse no cargo.

    Os presidentes definiram que será criada uma comissão permanente para tratar do uso responsável de inteligência artificial nas campanhas eleitorais. O grupo será responsável pela criação de um catálogo nacional de soluções para os problemas que deverão ser enfrentados pela Justiça Eleitoral.

    Além disso, a comissão contará com parcerias com universidades especializadas em perícias de ilícitos digitais. Os trabalhos da comissão devem ser concluídos em 90 dias.

    Nunes Marques também decidiu que vai realizar reuniões com os partidos políticos para reafirmar a necessidade de cumprimento das regras eleitorais durante as campanhas.

    Também ficou definido que os TREs vão criar, em 30 dias, unidades próprias de segurança da informação. 

    IA

    O presidente do TSE tomou posse no dia de 12 de maio e definiu que sua gestão vai priorizar o combate ao uso inadequado da inteligência artificial nas eleições presidenciais de outubro. 

    Em março deste ano, a Corte aprovou limitações para o uso de IA nas campanhas. Entre as medidas, o tribunal decidiu proibir que provedores de IA permitam, ainda que solicitado pelos usuários, sugestões de candidatos para votar. O objetivo é evitar a interferência de algoritmos na livre escolha dos eleitores.



    Fonte e Foto: Agência Brasil

  • Brasileiro quer mais rigor contra o crime, mas rejeita discurso extremista, aponta pesquisa

    Levantamento mostra que população defende punição mais eficiente e polícia mais preparada, enquanto discursos radicais perdem força no debate sobre segurança pública.

    Política – Uma pesquisa divulgada pelo Instituto Sou da Paz revelou uma mudança importante na percepção dos brasileiros sobre segurança pública. Apesar de defenderem penas mais rígidas e maior eficiência no combate ao crime, a maioria da população rejeita discursos extremistas como a frase “bandido bom é bandido morto”, aceita por apenas 20% dos entrevistados.

    O levantamento mostra que 73% dos brasileiros acreditam que criminosos devem ser julgados, punidos e presos, enquanto apenas uma parcela menor apoia soluções baseadas em violência ou execução.

    O estudo também aponta que 69% da população concorda com a frase “a polícia prende e a Justiça solta”, demonstrando forte sensação de impunidade no país. Ao mesmo tempo, 55% defendem que o Brasil aplique corretamente as penas já existentes, em vez de simplesmente aumentar punições.

    Segurança pública no centro da disputa política

    Os dados surgem em um momento em que segurança pública se consolida como um dos principais temas da pré-campanha presidencial de 2026, especialmente entre nomes ligados ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao senador Flávio Bolsonaro, ambos apontados como protagonistas da disputa nacional.

    Flávio Bolsonaro tem intensificado o discurso de combate ao crime nas últimas semanas, mas tentando equilibrar firmeza e moderação. Em março, afirmou que criminosos que enfrentarem policiais serão “neutralizados”, reforçando um tom duro sem repetir slogans mais radicais associados ao bolsonarismo tradicional.

    Segundo a leitura de analistas, o posicionamento mais moderado pode dialogar melhor com o perfil revelado pela pesquisa: um eleitorado que cobra rigor, mas rejeita excessos e violência como política pública.

    Já o presidente Lula enfrenta o desafio oposto. O petista busca demonstrar firmeza contra o crime organizado sem adotar uma narrativa agressiva. Em discursos recentes, afirmou que “as cidades pertencem ao povo, não ao crime”, além de defender cooperação internacional no combate às facções criminosas.

    Após encontro com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, Lula revelou que propôs a criação de um grupo de trabalho entre os dois países para discutir estratégias de combate ao crime organizado.

    População rejeita mais armas e apoia tecnologia policial

    A pesquisa também mostrou forte apoio ao uso de câmeras corporais por policiais. Segundo o levantamento, 82% acreditam que os equipamentos ajudam a proteger bons agentes e produzem provas contra criminosos.

    Outro dado relevante aponta que 73% discordam da ideia de que armar a população aumenta a segurança. Para a maioria, mais armas significam aumento da violência e das mortes.

    Além disso, 65% afirmaram que o Brasil não precisa necessariamente de mais policiais nas ruas, mas sim de uma polícia melhor preparada e mais eficiente.

    Mudança de percepção

    Para especialistas do Instituto Sou da Paz, os resultados indicam desgaste de discursos simplistas sobre segurança pública e mostram que a população busca soluções mais práticas e eficientes.

    Segundo Carolina Ricardo, diretora-executiva da organização, frases de efeito que dominaram o debate nos últimos anos já não encontram a mesma adesão popular.

    Ela afirma que existe uma “maioria silenciosa” cansada de radicalismos e interessada em políticas que tragam resultados concretos no combate à criminalidade.

  • Nunes Marques toma posse na presidência do TSE e vai comandar eleições

    Cerimônia está marcada para as 19h; Marques substitui Cármen Lúcia.

    Justiça – O ministro Nunes Marques assume nesta terça-feira (12) o cargo de presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), órgão responsável pela organização das eleições presidenciais de outubro.

    A cerimônia de posse está marcada para as 19h. Diversas autoridades foram convidadas, entre elas o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB).

    Marques entrará na vaga da ministra Cármen Lúcia, que completa mandato de dois anos à frente do tribunal.

    A escolha do presidente do TSE ocorre por antiguidade entre os ministros que também compõem o Supremo Tribunal Federal (STF). O vice-presidente será o ministro André Mendonça. 

    Após a posse, será realizado um coquetel restrito a convidados. O evento ocorrerá em uma casa de festas de Brasília e será custeado por uma associação de juízes federais. O ingresso foi vendido por R$ 800.

    Desafio

    O principal desafio de Nunes Marques na presidência do TSE será assegurar a aplicação das regras que limitaram o uso de inteligência artificial durante a campanha eleitoral.

    Apesar de ter aprovado as medidas, o TSE terá de atuar de forma rápida para evitar a propagação de postagens ilegais que possam interferir na livre escolha dos eleitores.erfil

    Natural de Teresina (PI), Kassio tem 53 anos e foi indicado ao Supremo em 2020 pelo ex-presidente Jair Bolsonaro para ocupar a vaga deixada pelo ministro aposentado Celso de Mello. Antes de chegar ao Supremo, atuou como desembargador do Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª Região, sediado em Brasília. Também foi advogado por cerca de 15 anos e juiz do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Piauí.

    Composição

    O TSE é composto por sete ministros, sendo três do STF, dois do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e dois advogados indicados pelo presidente da República, além dos respectivos substitutos.


    Fonte e Foto:  Agência Brasil

  • Futura/Apex: Flávio Bolsonaro venceria Lula no 2º turno

    Levantamento divulgado nesta terça-feira (14) indica 48% das intenções de voto para o senador, contra 42,6% do presidente.

    Política – A pesquisa Futura/Apex divulgada nesta terça-feira (14) mostra que o senador Flávio Bolsonaro (PL) venceria o presidente Lula (PT) em um eventual segundo turno.

    O levantamento indica 48% das intenções de voto para o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, contra 42,6% do petista. Votos em branco, nulos ou em nenhum dos candidatos somam 7,3%, enquanto 2,1% se declaram indecisos.

    Lula venceria nos outros cenários de segundo turno. Contra o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), o presidente registra 43,9%, ante 38,8% do rival. Já em uma eventual disputa com o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), Lula aparece com 44,8%, frente a 38,0%.

    1º turno

    No primeiro turno, o levantamento mostra Lula na liderança no cenário 1, com 39,8%, seguido por Flávio Bolsonaro, com 37,3%. Na sequência aparecem Ronaldo Caiado (4,8%) e Romeu Zema (2,9%). Outros nomes pontuam abaixo de 2%, enquanto brancos e nulos somam 7,1% e indecisos, 4,5%.

    Cenário 2 (1º turno)

    Lula – 38,4%
    Flávio Bolsonaro – 38,2%
    Ninguém/Branco/Nulo – 8,1%
    Ronaldo Caiado – 6,0%
    NS/NR/Indeciso – 3,4%
    Renan Santos – 2,0%
    Augusto Cury – 1,9%
    Cabo Daciolo – 1,1%
    Aldo Rebelo – 0,8%

    Cenário 3 (1º turno)

    Flávio Bolsonaro – 38,4%
    Fernando Haddad – 21,3%
    Ninguém/Branco/Nulo – 17,1%
    Ronaldo Caiado – 7,4%
    NS/NR/Indeciso – 5,2%
    Romeu Zema – 4,0%
    Renan Santos – 2,4%
    Augusto Cury – 2,3%
    Cabo Daciolo – 1,3%
    Aldo Rebelo – 0,6%

    Rejeição

    Quando questionados sobre em quem não votariam “em hipótese alguma”, o presidente Lula lidera o índice de rejeição, com 46,4%, seguido pelo senador Flávio Bolsonaro, que registra 44,4%.

    Na sequência aparecem Fernando Haddad (28,5%), Cabo Daciolo (15,6%), Romeu Zema (13,9%) e Ronaldo Caiado (13,4%). Também são citados Renan Santos (10,8%), Aldo Rebelo (9,9%) e Augusto Cury (8,8%).

    Além disso, 3,3% afirmam rejeitar todos os nomes apresentados, enquanto 2,9% dizem não rejeitar nenhum e 0,7% não souberam ou não responderam.

    Metodologia

    O levantamento da Futura/Apex ouviu 2.000 eleitores com 16 anos ou mais, em 895 cidades brasileiras, entre os dias 7 e 11 de abril de 2026. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada sob o número BR-08282/2026. 



    Fonte e Foto: JP Notícias

  • Flávio Bolsonaro dispara nas redes, lidera ranking e abre vantagem sobre Lula

    Índice aponta domínio digital do senador, reforça polarização com o presidente e destaca crescimento de novos nomes.

    Política – O senador Flávio Bolsonaro encerrou o mês de março na liderança do Índice Datrix de Presidenciáveis (IDP), levantamento que mede o desempenho digital de possíveis candidatos à Presidência da República.

    Os dados mostram que o parlamentar ampliou sua vantagem sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que aparece na segunda colocação, consolidando um cenário de forte polarização no ambiente online.

    Polarização domina o ranking

    O estudo indica que a disputa digital segue concentrada entre dois polos principais. Enquanto Flávio Bolsonaro lidera com folga, Lula mantém presença relevante, especialmente em suas redes oficiais.

    Na terceira posição, o empresário Renan Santos surge como novidade no pódio, impulsionado por forte engajamento digital.

    Segundo a análise da Datrix, o desempenho de Renan se aproxima do padrão de influenciadores, com alto alcance e interação nas plataformas.

    Números mostram vantagem expressiva

    Flávio Bolsonaro alcançou 32,56 pontos no índice, com destaque para o chamado “mar aberto” — indicador que mede menções feitas por terceiros, como influenciadores e veículos de comunicação.

    Já Lula registrou 23,56 pontos, sustentado principalmente pela força de seus canais oficiais, apesar de menor desempenho fora deles.

    Renan Santos aparece com 21,64 pontos, consolidando crescimento acelerado.

    Outros nomes no ranking incluem:

    Ronaldo Caiado – 13,94 pontos

    Romeu Zema – 13,49 pontos

    Aldo Rebelo – 11,22 pontos

    Como funciona o levantamento

    O Índice Datrix de Presidenciáveis utiliza inteligência artificial para analisar a presença digital dos políticos, considerando volume de menções, alcance e qualidade das interações.

    A pontuação varia de -100 a 100 e reflete o impacto e a percepção dos nomes no ambiente digital.

    Cenário projeta disputa acirrada

    O avanço de Flávio Bolsonaro nas redes reforça sua posição como um dos principais nomes do campo político conservador, enquanto Lula segue como principal representante do outro polo.

    O crescimento de novos atores, como Renan Santos, também indica que o cenário digital pode ganhar novos protagonistas, embora a disputa ainda seja dominada por figuras já consolidadas na política nacional.

  • Paraná Pesquisas: Lula e Flávio Bolsonaro empatam no primeiro turno

    No principal confronto testado, Flávio registra 35,3% das intenções de voto, enquanto Lula tem 39,6%.

    Política – O Instituto Paraná Pesquisas divulgou nesta sexta-feira (27), uma pesquisa que mostra o possível cenário eleitoral para a presidência do Brasil. As simulações de segundo turno mostram o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) tecnicamente empatados.

    O cenário estimulado do primeiro turno mostra o presidente Lula com 39,6% das intenções de votos, seguido por Flávio Bolsonaro, com 35,3% das intenções de votos. Em relação ao levantamento de janeiro, Lula mantém a porcentagem dentro da margem de erro, saindo de 39,8% para 39,6%. Já Flávio subiu dois pontos percentuais, de 33,1% para 35,3%. Não sabem ou não opinaram, representam 5% e Branco e Nulo, 6,7%.

    Em eventual segundo turno entre os dois, Lula marca 43,8% e Flávio Bolsonaro (PL-RJ) tem 44,4%. Resultado que daria vitória numérica ao atual senador do Rio de Janeiro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro. Não sabem ou não opinaram, representam 6,9%, Branco e Nulo, 5,0%.

    Foi realizado também um levantamento sobre aqueles que acreditam se o presidente Lula deve ou não ser reeleito. 52,2% acham que ele não deve ser reeleito e 43,9% pensam que ele merece ser reeleito.

    O instituto também testou Lula contra outros nomes da direita e do centro-direita. Contra o governador do Paraná, Ratinho Jr (PSD-PR), o petista registra 43,6%, ante 39,7% do adversário. Em disputa com o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD-GO), Lula tem 45,3%, enquanto ela soma 36,2%.

    A coleta de dados para a pesquisa foi realizada por entrevistas pessoais domiciliares e presenciais, entre os dias 22 e 25 de fevereiro de 2026, considerando a população eleitora a partir dos 16 anos. A pesquisa tem estimativa de erro de 2,2 pontos percentuais para os resultados gerais.



    Fonte e Foto: JP Notícias

  • Atlas/Bloomberg: Lula e Flávio Bolsonaro empatam no 2º turno

    Segundo o levantamento, o senador registra 46,3% das intenções de voto, enquanto o presidente tem 46,2%, configurando empate dentro da margem de erro.

    Política – A pesquisa Atlas/Bloomberg divulgada nesta quarta-feira (25) indica cenário de forte polarização nas simulações de segundo turno para a eleição presidencial de 2026, com empate técnico entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Ambos aparecem empatados pela primeira vez nas simulações do instituto.

    No principal confronto testado, Flávio registra 46,3% das intenções de voto, enquanto Lula tem 46,2%, configurando empate dentro da margem de erro. Em relação ao levantamento anterior, Lula recuou três pontos porcentuais, enquanto Flávio subiu 1,4 ponto.

    Em eventual repetição do segundo turno de 2022, Lula marca 44,9% e Jair Bolsonaro (PL) tem 43,4%. No mesmo cenário estimulado, Ciro Gomes (PSDB) aparece com 3,8% e Simone Tebet (MDB), com 2%.

    A pesquisa ouviu 4.986 brasileiros adultos entre 19 e 24 de fevereiro, com margem de erro de 1 ponto porcentual e nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no TSE sob o número BR-07600/2026.

    O instituto também testou Lula contra outros nomes da direita e do centro-direita. Contra Jair Bolsonaro, o petista registra 47,3%, ante 45,4% do adversário. Em disputa com Michelle Bolsonaro, Lula tem 47,5%, enquanto ela soma 44,7%.

    Contra Romeu Zema (Novo), Lula aparece com 46%, frente a 41,7%. Já diante de Ronaldo Caiado (PSD), o presidente marca 45,7%, contra 37,6%.

    Em confronto com Ratinho Júnior (PSD), Lula tem 45,5%, enquanto o governador registra 39%. Já contra Eduardo Leite (PSD), o petista soma 45,2%, ante 24,5%.

    Lula aparece numericamente atrás apenas contra Tarcísio de Freitas (Republicanos). Nesse cenário, Tarcísio registra 47,1%, enquanto Lula tem 45,9%.

    Rejeição e percepção de risco

    O levantamento mostra ainda que Lula é rejeitado por 48,2% dos eleitores. Flávio Bolsonaro tem 46,4% de rejeição, e Jair Bolsonaro, 44,2%.

    Questionados sobre qual resultado eleitoral geraria mais temor, 47,5% afirmaram que a reeleição de Lula causaria mais medo, enquanto 44,9% disseram que a vitória de Flávio Bolsonaro seria mais preocupante. Para 7,1%, ambos os desfechos geram preocupação equivalente.

    O cenário reforça a manutenção da polarização entre lulismo e bolsonarismo ampliado, com disputas apertadas e altos índices de rejeição nos dois polos.



    Fonte e Foto: Estadão

  • Análise da legislação sobre até que idade o idoso é obrigado a votar nas eleições

    O enquadramento jurídico do sufrágio facultativo para a terceira idade no sistema eleitoral brasileiro.

    Brasil – A participação política no Brasil é regida pelo princípio do sufrágio universal, mas a obrigatoriedade do comparecimento às urnas possui limitações etárias específicas definidas pela Constituição Federal de 1988. Compreender as nuances legais sobre a dispensa de obrigatoriedade é fundamental para entender a dinâmica do eleitorado sênior. O sistema democrático brasileiro estabelece faixas etárias onde o exercício do voto transita de um dever cívico compulsório para um direito facultativo, refletindo a evolução da capacidade civil e a proteção social ao idoso.

    Para responder com precisão até que idade o idoso é obrigado a votar nas eleições, é necessário analisar o artigo 14 da Constituição. A legislação determina que o voto é obrigatório para cidadãos alfabetizados entre 18 e 70 anos. Portanto, a obrigatoriedade cessa exatamento ao completar 70 anos de idade. A partir desse marco temporal, o cidadão preserva o direito de votar, mas está isento de sanções caso opte pela abstenção.

    Normas constitucionais e o voto facultativo

    A estrutura normativa brasileira diferencia o conceito de “idoso” estabelecido pelo Estatuto da Pessoa Idosa (Lei 10.741/2003), que considera idosa a pessoa com idade igual ou superior a 60 anos, da regra eleitoral de obrigatoriedade. Do ponto de vista da Justiça Eleitoral, a faixa etária entre 60 e 69 anos permanece sob a égide do voto obrigatório.

    As atribuições e regras para o eleitorado acima de 70 anos são claras:

    Facultatividade plena: O eleitor não precisa comunicar à Justiça Eleitoral que deixará de votar. A ausência não gera multas, não cancela o CPF e não impede a emissão de passaportes ou a posse em cargos públicos.

    Manutenção do título: O título de eleitor permanece ativo no cadastro nacional, permitindo que o cidadão participe de pleitos futuros caso deseje, sem necessidade de reativação, desde que compareça a revisões de eleitorado quando convocados (embora existam regras específicas de isenção biométrica para faixas etárias avançadas em algumas resoluções).

    Ausência de justificativa: Diferentemente dos eleitores entre 18 e 69 anos, os maiores de 70 anos não precisam preencher o formulário de justificativa eleitoral caso não compareçam à seção de votação.

    Histórico da legislação eleitoral para a terceira idade

    A evolução do voto para idosos no Brasil acompanha as transformações constitucionais e demográficas do país. No Código Eleitoral de 1932, que instituiu a Justiça Eleitoral, o voto já era obrigatório, mas as isenções eram tratadas de maneira distinta, muitas vezes atreladas à capacidade física ou intelectual.

    A Constituição de 1988 foi o marco definitivo para a atual configuração. Os constituintes estabeleceram o limite de 70 anos para a obrigatoriedade, reconhecendo que, nessa etapa da vida, o cidadão já contribuiu extensivamente para o processo democrático e deve ter a liberdade de escolha sobre a continuidade de sua participação ativa. Essa mudança refletiu uma tendência de ampliar os direitos civis sem impor ônus excessivos a populações vulneráveis.

    Nas últimas décadas, com o envelhecimento populacional acelerado apontado pelo IBGE, o “voto sênior” ganhou relevância estratégica. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) tem adaptado suas resoluções para garantir que, embora não obrigatório, o voto continue acessível, refletindo o peso crescente dessa demografia na sociedade brasileira.

    Funcionamento e procedimentos práticos

    Para o idoso com mais de 70 anos que decide exercer seu direito ao voto, o funcionamento do processo eleitoral prevê mecanismos de facilitação e acessibilidade. A legislação assegura prioridade e conforto, visando minimizar o desgaste físico.

    Os procedimentos operacionais incluem:

    Prioridade na fila: O Estatuto da Pessoa Idosa e resoluções do TSE garantem prioridade de votação para maiores de 60 anos. Para maiores de 80 anos, a prioridade é especial e sobrepõe-se aos demais idosos.

    Seções com acessibilidade: Os locais de votação devem ser adaptados para evitar escadas e longos deslocamentos. O eleitor pode solicitar a transferência para uma seção especial com acessibilidade até um prazo determinado antes do pleito.

    Acompanhante na cabine: Caso o idoso tenha alguma restrição de mobilidade ou visual, é permitido o auxílio de uma pessoa de confiança na cabine de votação, desde que esta não esteja a serviço da Justiça Eleitoral ou de partidos políticos.

    Quanto à biometria, embora o cadastramento seja mandatório para a maioria do eleitorado, o TSE frequentemente emite resoluções que dispensam a obrigatoriedade do cadastro biométrico para idosos acima de 70 anos, evitando o cancelamento do título por não comparecimento à revisão.

    Importância política e impacto social

    A transição do voto obrigatório para o facultativo aos 70 anos não diminui a relevância política deste grupo. Pelo contrário, as estatísticas do TSE demonstram que uma parcela significativa do eleitorado nessa faixa etária continua comparecendo às urnas. Esse fenômeno indica um alto grau de conscientização política e desejo de influenciar os rumos do país.

    O impacto social do voto do idoso manifesta-se na agenda de políticas públicas. A participação ativa desse segmento pressiona o Poder Legislativo e o Executivo a priorizarem temas como:

    Previdência Social e sustentabilidade das aposentadorias.

    Sistemas de saúde pública e geriátrica.

    Mobilidade urbana e acessibilidade.

    Programas de assistência social e combate ao etarismo.

    Ao manterem-se ativos no processo eleitoral, os idosos garantem a representatividade de seus interesses, equilibrando o debate político que, de outra forma, poderia focar excessivamente nas demandas da população economicamente ativa.

    Em síntese, a legislação brasileira define que a obrigação de votar cessa ao completar 70 anos, transformando o sufrágio em um direito facultativo. Essa diretriz constitucional respeita a trajetória do cidadão, isentando-o de sanções burocráticas e multas, ao mesmo tempo em que a Justiça Eleitoral mantém a estrutura necessária para acolher aqueles que optam por continuar exercendo sua cidadania através do voto.



    Fonte e Foto: JP Notícias

  • Ratinho e Caiado contestam posição de Leite sobre indulto a Bolsonaro

    Candidato à Presidência pelo PSD será escolhido em abril; Kassab diz que decisão será política.

    Política – Apresentados como pré-candidatos ao Palácio do Planalto pelo PSD, os governadores Ratinho Jr (PR) e Ronaldo Caiado (GO) divergem de Eduardo Leite (RS) no tratamento aos envolvidos nos atos golpistas de 8/1.

    Em entrevista, o chefe do executivo paranaense se alinhou ao goiano na defesa de indulto ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e outros envolvidos na invasão à Praça dos Três Poderes.

    “Esses vândalos que erraram têm que ser tratados como criminosos em cima de um crime de vandalismo. Mas, se for para pacificar o país, é necessário fazer isso”, disse Ratinho sobre o indulto.

    Ronaldo Caiado reiterou que vai conceder o indulto se for eleito.

    Em entrevista recente para jornalistas no Rio Grande do Sul enviada por sua assessoria, Eduardo Leite afirmou que a anistia “não é admissível nas circunstâncias que vivemos”.

    Auxiliares e aliados de Leite reiteram que o governador não concederia indulto ao ex-presidente se fosse eleito.

    A agenda em torno do 8/1 é prioritária para o bolsonarismo e um critério de corte na relação entre o grupo leal ao ex-presidente e a direita moderada.

    Nesse sentido, a narrativa de Ratinho e Caiado tenta evitar uma disputa fratricida no primeiro turno por meio de ataques da ala mais ideológica dos seguidores de Jair Bolsonaro.

    A posição de Eduardo Leite é interpretada entre aliados de Flávio Bolsonaro como um sinal de que ele não estaria de fato concorrendo com Caiado e Ratinho pela vaga, mas apenas marcando posição e ganhando projeção para se eleger senador no Rio Grande do Sul.


    Fonte e Foto: CNN Brasil