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  • Justiça impõe primeira derrota a Ratinho em ação contra Erika Hilton

    Ministério Público se posicionou contra pedido do apresentador e afirmou que interpelação judicial não pode ser usada para produzir provas contra a deputada.

    Política – O apresentador Ratinho sofreu um revés na Justiça em uma ação movida contra a deputada federal Erika Hilton. O caso tramita no Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) e envolve uma interpelação judicial criminal apresentada pelo comunicador após declarações feitas pela parlamentar nas redes sociais.

    A informação foi divulgada pela jornalista Fábia Oliveira.

    Entenda a origem da polêmica

    A disputa começou depois que Erika Hilton publicou mensagens no X, antigo Twitter, mencionando reportagens antigas que apontariam supostos casos de trabalho análogo à escravidão em propriedades ligadas ao apresentador no Paraná.

    Na mesma publicação, a deputada também afirmou que faria denúncias envolvendo um dos filhos de Ratinho e um suposto caso de estupro de vulnerável.

    Após as declarações, o apresentador acionou a Justiça alegando que as falas eram ofensivas, falsas e criminosas.


    Ratinho pediu explicações formais

    Na interpelação judicial, Ratinho solicitou que Erika Hilton esclarecesse detalhes das acusações publicadas nas redes sociais.

    Entre os questionamentos feitos estavam:

    Qual dos filhos estaria envolvido no suposto crime;

    Em quais circunstâncias o caso teria ocorrido;

    Em qual fazenda teria acontecido trabalho escravo;

    E quais seriam as condições relacionadas aos episódios mencionados.


    A medida era considerada um passo inicial para uma possível queixa-crime contra a deputada por crimes contra a honra.

    Ministério Público rejeitou pedido

    Na última segunda-feira (18), o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios se manifestou contra o pedido do apresentador.

    Segundo o promotor Leonardo Carneiro Britto, a interpelação judicial foi utilizada de maneira inadequada.

    O representante do MP afirmou que esse instrumento jurídico serve apenas para esclarecer expressões ambíguas ou de interpretação duvidosa, e não para investigar fatos ou produzir provas para futuras ações penais.

    Promotor apontou “extrapolação”

    De acordo com o parecer, Ratinho demonstrou compreender claramente o conteúdo das declarações de Erika Hilton, já que ele próprio classificou as falas como criminosas.

    O Ministério Público também destacou que parte das acusações envolve diretamente um dos filhos do apresentador. Por isso, eventual pedido de esclarecimento deveria partir da própria pessoa citada, e não de Ratinho.

    Com base nesses argumentos, o MPDFT opinou pelo não acolhimento da interpelação judicial.

    Caso ainda terá decisão judicial

    Apesar do parecer do Ministério Público, a decisão final ainda caberá ao juiz Omar Dantas Lima, da 7ª Vara Criminal de Brasília.

    O magistrado deverá decidir se o pedido do apresentador seguirá tramitando ou se será arquivado.