Tag: Conta de luz

  • Aneel aprova reajuste na conta de luz para nove estados

    Cerca de 21,95 milhões de unidades consumidoras serão impactadas com a recomposição tarifária.

    Economia – A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou na quarta-feira (22) reajuste nas tarifas de distribuidoras de energia elétrica de nove estados do Brasil. Com a recomposição tarifária, cerca de 21,95 milhões de unidades consumidoras terão aumento na conta de luz.

    A maior alta média foi autorizada para a Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL) Santa Cruz, que atende aproximadamente 527 mil imóveis em 45 municípios de Minas Gerais, Paraná e São Paulo. Para unidades de alta tensão, como indústrias, o reajuste é de 9,71%, enquanto para baixa tensão, como residências, o aumento é de 17,86%.

    A Energisa Mato Grosso do Sul (MS) registrou a segunda maior recomposição média. A companhia fornece energia elétrica a cerca de 1,17 milhão de unidades consumidoras no estado. O aumento de alta tensão é de 12,39% e de baixa tensão é de 11,98%.

    Para a CPFL Paulista, que atende mais de 5 milhões de imóveis em 234 municípios de São Paulo, foi autorizada a correção tarifária de 18,75% para alta tensão e 9,25% para baixa tensão.

    A Energisa recebeu aval para aumentar a tarifa em 10,42% para alta tensão e em 5,27% para baixa tensão em Mato Grosso, onde é responsável pelo fornecimento de energia a mais de 1,7 milhão de imóveis. Já em Sergipe, onde a companhia atende mais de 919 unidades consumidoras, a elevação é de 12,36% para alta tensão, e de 5,24% para baixa tensão.

    Encarregada pela distribuição de energia a cerca de 6,92 milhões de imóveis na Bahia, a Neoenergia Coelba foi autorizada a recompor a tarifa em 10,21% para alta tensão e em 4,19% para baixa tensão.

    Enel Distribuição Ceará, responsável pelo fornecimento a mais de 4,11 milhões de unidades no estado, tem aval para elevar tarifa em 9,61% para alta tensão e em 4,67% para baixa tensão.

    À Companhia Energética do Rio Grande do Norte (Neoenergia Cosern), que atende mais de 1,6 milhão de imóveis em 167 municípios do estado, foi autorizado aumento de 10,90% para alta tensão e de 3,74% para baixa tensão.


    Fonte e Foto: JP Notícias

  • Leilão bilionário evita risco de apagão, mas pode elevar conta de luz em até 10%

    Contratação recorde de energia térmica garante segurança ao sistema, porém expõe falhas no modelo e deve pesar no bolso do consumidor.

    Economia – O Leilão de Reserva de Capacidade (LRCap) de 2026 cumpriu sua principal missão: evitar o risco de apagão no Brasil. Com a contratação de mais de 19 gigawatts (GW) de potência, majoritariamente de usinas termelétricas, o governo reforçou a segurança do sistema elétrico em um cenário de crescente dependência de fontes renováveis intermitentes, como solar e eólica.

    Mas o alívio no abastecimento vem acompanhado de um alerta: especialistas estimam que o impacto da contratação pode resultar em aumento de até 10% na conta de luz nos próximos anos.

    Conta bilionária para o consumidor

    Dados da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) indicam que os contratos firmados no leilão devem gerar um custo superior a R$ 500 bilhões ao longo do tempo, com cerca de R$ 39 bilhões por ano apenas em receita fixa.

    Entidades como a Frente Nacional de Consumidores de Energia e a Abrace avaliam que o volume contratado foi elevado e tende a pressionar as tarifas. Para o ex-diretor da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Luiz Eduardo Barata, o impacto é inevitável:
    “É um volume significativo que vai se refletir diretamente na conta do consumidor”, afirma.

    Pressa custou caro

    A decisão de realizar o leilão mesmo com críticas ao modelo foi respaldada pelo Tribunal de Contas da União (TCU), que apontou fragilidades na estrutura, mas optou por não suspender o certame diante do risco de desabastecimento.

    Na prática, o governo priorizou a segurança energética em detrimento da eficiência econômica. Especialistas avaliam que a pressa reduziu a competitividade e elevou os preços contratados.

    Para o ex-diretor da Aneel, Jerson Kelman, o problema começa no desenho do leilão. Segundo ele, a divisão por tipos de fonte — os chamados “cercadinhos” — limitou a concorrência e favoreceu determinados geradores.

    Predomínio de térmicas

    Dos 19,5 GW contratados, cerca de 17,5 GW são de usinas termelétricas, consideradas mais caras e poluentes. O modelo também permitiu a entrada de térmicas a carvão, o que gerou críticas por ir na contramão da transição energética.

    Para analistas, a forte dependência dessas usinas aumenta o custo estrutural do sistema, já que elas têm operação mais cara em comparação a outras fontes.

    Efeito colateral: baterias perdem espaço

    Outro ponto de preocupação é o impacto sobre tecnologias emergentes. A Associação Brasileira de Soluções de Armazenamento de Energia (Absae) alerta que a contratação massiva de térmicas pode reduzir o espaço para sistemas de armazenamento por baterias, considerados mais eficientes e com custo operacional até 50% menor.

    Segundo o presidente da entidade, Markus Vlasits, há risco de esvaziamento de futuros leilões voltados ao armazenamento, que ainda nem foram realizados.

    Governo comemora, mercado questiona

    O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, celebrou o resultado e classificou o certame como “o maior leilão de térmicas da história”.

    Já críticos apontam que o governo agiu tardiamente. O ex-diretor da Aneel Edvaldo Santana comparou a situação a “comprar comida quando já se está com fome”, indicando perda de poder de negociação e preços mais altos.

    Segurança garantida, eficiência em debate

    No fim, o leilão escancara um dilema histórico do setor elétrico brasileiro: garantir energia ou garantir preços baixos.

    O país conseguiu evitar um risco imediato de apagão, mas ao custo de contratos caros e de longo prazo. Agora, o desafio será equilibrar segurança energética com eficiência — sem transferir uma conta ainda mais pesada para o consumidor.

  • Conta de luz puxa inflação em 2025, enquanto queda nos alimentos evita avanço maior dos preços

    Energia elétrica sobe mais de 12% e lidera impacto no IPCA, mas safra recorde ajuda a conter inflação anual em 4,26%.

    Economia – A energia elétrica residencial foi o principal fator de pressão sobre a inflação brasileira em 2025, mesmo com a desaceleração registrada no último mês do ano. De acordo com dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a conta de luz acumulou alta de 12,31% no ano e teve o maior impacto individual sobre o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que fechou 2025 em 4,26%.

    O aumento da energia elétrica respondeu por uma contribuição de 0,48 ponto percentual do índice anual. Segundo o IBGE, o encarecimento do serviço foi influenciado tanto pela adoção de bandeiras tarifárias ao longo do ano quanto por reajustes autorizados às concessionárias.

    Além da energia, outros itens exerceram forte pressão sobre a inflação. Cursos regulares tiveram alta de 6,54%, com impacto de 0,29 ponto percentual, seguidos pelos planos de saúde, que subiram 6,42% (0,26 ponto), aluguel residencial, com elevação de 6,06% (0,22 ponto), e lanches, que ficaram 11,35% mais caros (0,21 ponto). Também figuraram entre as maiores altas produtos farmacêuticos, refeições fora de casa, café moído, itens de higiene pessoal, custos com empregado doméstico, condomínio e tarifas de água e esgoto.

    Na direção oposta, a queda nos preços de diversos alimentos e bens de consumo ajudou a conter a inflação ao longo do ano. O arroz apresentou recuo expressivo de 26,56%, retirando 0,20 ponto percentual do IPCA. O leite longa vida caiu 12,87%, enquanto feijão-preto, batata-inglesa, alho e azeite de oliva também registraram reduções relevantes. Bens duráveis, como aparelhos telefônicos, eletrodomésticos, equipamentos eletrônicos e automóveis usados, contribuíram para o alívio do índice.

    O grupo Alimentação e Bebidas teve alta de apenas 2,95% em 2025, a oitava menor desde o início do Plano Real. Segundo o IBGE, esse comportamento foi decisivo para limitar o avanço da inflação no ano.

    De acordo com o instituto, a safra agrícola recorde registrada em 2025 teve papel fundamental na redução dos preços de alimentos básicos, aliviando o orçamento das famílias. A desvalorização do dólar frente ao real e a queda nos preços internacionais de commodities também contribuíram para o cenário mais favorável no setor.

    Mesmo com a forte pressão exercida pela energia elétrica e pelos serviços, o desempenho dos alimentos impediu que a inflação superasse patamares mais elevados, mantendo o IPCA dentro de níveis considerados controlados ao longo de 2025.

  • Conta de luz deve ficar mais cara; entenda o motivo

    Considerando a possível adoção de bandeiras tarifárias ao longo do ano, o aumento estimado varia entre 3,9% e 4,7%.

    Economia – Os brasileiros devem iniciar 2026 com um peso extra no orçamento. A conta de energia elétrica pode ficar mais cara, com um reajuste próximo de 5%. Considerando a possível adoção de bandeiras tarifárias ao longo do ano, o aumento estimado varia entre 3,9% e 4,7%.

    De acordo com a CNN, um levantamento traçou dois cenários para o próximo ano: um mais conservador e outro mais pessimista, que prevê maior incidência da bandeira vermelha. Essa modalidade é aplicada em períodos de escassez na geração de energia, como em épocas de estiagem ou quando há necessidade de acionar usinas termelétricas.

    Os cálculos foram realizados pela TR Soluções. Caso não haja períodos com bandeira verde, quando não há cobrança adicional, a tarifa pode chegar a uma alta de até 5,4%.

    “Essa projeção é superior à estimativa que leva em conta as bandeiras, pois a taxa extra tende a ser menor em 2026 do que foi em 2025, reduzindo o impacto tarifário”, explica Helder Sousa, diretor de Regulação da TR.

    Já a empresa Ampere aponta o seguinte cenário provável para o Brasil em 2026:

    Janeiro: bandeira verde (confirmada)

    Fevereiro a julho: bandeira verde

    Agosto e setembro: bandeira vermelha 1

    Outubro e novembro: bandeira vermelha 2

    Dezembro: indefinido

    Expectativa de chuvas

    O estudo também analisa o comportamento das chuvas até o fim de novembro. Para dezembro, há indicação de condições pluviométricas mais favoráveis ao setor elétrico.

    “Vale destacar que, ao final do período úmido, a partir de maio, quando normalmente haveria mudança para bandeiras amarela ou vermelha, as previsões meteorológicas apontam para volumes expressivos de chuva na Região Sul”, afirma Guilherme Ramalho de Oliveira, sócio e consultor da Ampere.



    Fonte e Foto: CNN Brasil