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  • CCJ da Câmara discute PEC da maioridade penal de 16 anos nesta terça

    Se aprovada por maioria simples, proposta segue para comissão especial antes de ir ao plenário.

    Política – Será retomada, nesta terça-feira (09), a discussão sobre a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 32/2015, que reduz a maioridade penal de 18 para 16 anos. O debate será realizado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados, sendo o único item em pauta do colegiado.

    O projeto transita há tempos em instâncias superiores, tendo sido apresentado em 2015 e figurando na comissão desde 2016. Na ocasião, o então presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, pautou a PEC e conseguiu maioria para aprovação do texto, mas o projeto foi arquivado pelo Senado Federal. Atualmente, a relatoria é do deputado Coronel Assis (PL-MT), que apresentou parecer favorável ao avanço da proposta.

    No texto, o parlamentar defende que a redução da maioridade penal não viola cláusulas pétreas da Constituição e, portanto, pode ser objeto de emenda constitucional. O relator também propôs que a PEC trate exclusivamente da responsabilização penal, retirando do texto as mudanças sobre direitos civis e regras eleitorais previstas na proposta original.

    Votação foi adiada em duas oportunidades recentes

    A demora para a continuidade no processo de votação ocorreu em mais de uma ocasião. A mais recente aconteceu em 27 de maio, quando foi apresentado um pedido de vista pelos deputados governistas Erika Kokay (PT-DF), Orlando Silva (PCdoB-SP), Sâmia Bomfim (PSOL-SP) e Talíria Petrone (PSOL-RJ). Anteriormente, no dia 19 de maio, o adiamento se deu por conta do início da Ordem do Dia do Plenário, regra regimental que impede outras votações na CCJ.

    Além da PEC 32/2015, a CCJ analisa duas propostas apensadas: a PEC 8/2026, que restringe a responsabilização penal de menores a casos de crimes hediondos ou crueldade extrema, e a PEC 9/2026, que reduz a imputabilidade para 16 anos de forma ampla e prevê punição para adolescentes a partir de 12 anos em crimes violentos.

    Na CCJ, os deputados não entram no mérito das propostas. A análise se limita à compatibilidade dos textos com as normas constitucionais. Para ser aprovada, a PEC precisa de maioria simples na comissão, ou seja, o parecer positivo de pelo menos 308 deputados. Se aprovadas, as PECs seguem para a comissão especial antes de ir ao plenário.

    A maioria da população brasileira é favorável à mudança

    Levantamento da Real Time Big Data, do dia 05 de maio deste ano, mostrou que ao menos 9 em cada 10 brasileiros são favoráveis à redução da maioridade penal para 16 anos. Segundo a pesquisa, 90% dos entrevistados apoiam a mudança, enquanto 8% são contrários e 2% não souberam responder.

    O tema, ainda, encontra apoio tanto em eleitores de esquerda quanto de direita. Ao separar por espectro político, 87% dos apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) são favoráveis, enquanto 10% são contrários e 3% não souberam responder.

    O cenário também é positivo para a medida entre os eleitores do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Ao menos 96% apoiam a redução, enquanto 2% são contrários e outros 2% não souberam responder. Apesar do apoio da base lulista, a pauta é rejeitada pelo atual presidente, que não pretende explorar o tema em campanha. Já no outro lado da disputa, Flávio Bolsonaro pretende usá-la como um dos eixos da campanha eleitoral na disputa deste ano.


    Fonte e Foto: JP Notícias

  • CCJ da Câmara adia análise de PEC sobre redução da maioridade penal

    Relator apresentou parecer favorável.

    Política – A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados adiou nesta terça-feira (19) a análise da admissibilidade proposta de emenda à Constituição (PECs) sobre redução da maioridade penal no Brasil de 18 para 16 anos.

    De acordo com o texto, jovens com 16 anos passariam a responder criminalmente por seus atos como adultos, tendo de cumprir pena em presídios. Atualmente, jovens que cometem infrações graves cumprem medidas socioeducativas pelo limite de três anos, estabelecidas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA)

    A análise da proposta foi adiada por causa do início da Ordem do Dia do Plenário. Com isso, demais votações na Casa, como em comissões, devem ser interrompidas.

    A proposta (PEC 32/15) é de autoria do deputado Coronel Assis (PL-MT). Além da redução da maioridade penal, prevê que os jovens com 16 anos poderiam se casar, celebrar contratos, tirar carteira de habilitação e votar obrigatoriamente. O autor defende que 90% da população são a favor da redução da maioridade penal, conforme pesquisa recente.

    Parecer

    Antes de a sessão ser interrompida, o relator, deputado Coronel Assis (PL-MT), apresentou parecer favorável à proposta, porém defendeu que a emenda trate apenas da punição criminal, sem abordar os direitos civis. Segundo ele, para evitar “confusão jurídica”.

    Não há consenso sobre o tema dentro da comissão.  A deputada Talíria Petrone (Psol-RJ) argumenta que apenas 8% dos atos cometidos por jovens são considerados graves e que esses jovens podem acabar sendo aliciados pelo crime organizado se ingressarem no sistema prisional. Dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) indicam que o país registra cerca de 12 mil adolescentes em unidades de internação ou em privação de liberdade – menos de 1% dos 28 milhões de jovens nessa faixa etária, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).


    Fonte e Foto: Agência Brasil