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  • Caso Master: Ciro Nogueira é alvo de busca da PF em nova fase da Operação Compliance Zero

    A quinta fase da operação mira um esquema de corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes contra o Sistema Financeiro Nacional.

    Política – A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta quinta-feira (7), a quinta fase da Operação Compliance Zero, que investiga um suposto esquema de corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes contra o Sistema Financeiro Nacional ligados ao Banco Master. Entre os alvos da operação está o senador Ciro Nogueira (PP-PI).

    Na decisão, a Polícia Federal aponta a identificação de uma suposta conduta do senador Ciro Nogueira Lima Filho em favor de Vorcaro, em troca do”recebimento de vantagens econômicas indevidas”.

    O primo do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, Felipe Cançado Vorcaro também é alvo da operação e foi preso nesta manhã.

    Ao todo, policiais federais cumprem 10 mandados de busca e apreensão e um mandado de prisão temporária. As ordens foram expedidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e são executadas nos estados do Piauí, São Paulo, Minas Gerais e no Distrito Federal.
    A decisão judicial também autorizou o bloqueio de bens, direitos e valores que somam R$ 18,85 milhões. A nova fase da operação foi autorizada pelo relator do caso no STF, ministro André Mendonça.

    Segundo a PF, a nova etapa da operação busca aprofundar as investigações sobre suspeitas de fraudes financeiras e movimentações ilícitas relacionadas ao esquema investigado.

    A Jovem Pan entrou em contato com o senador para solicitar posicionamento sobre a operação. Se houver resposta, o texto será atualizado. O espaço segue aberto para manifestação. A reportagem não conseguiu localizar a defesa de Felipe Cançado Vorcaro.

    Caso Master

    As liquidações do , decretada pelo  em novembro de 2025, e da gestora de investimentos Reag, na quinta-feira (15), revelaram um dos episódios mais graves do sistema financeiro brasileiro.

    O caso envolve suspeitas de fraudes bilionárias, uso de fundos de investimento para ocultar prejuízos, tentativas de socorro via banco público e tensões entre o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Tribunal de Contas da União (TCU) com o BC e a Polícia Federal (PF).

    “A decretação do regime especial nas instituições foi motivada pela grave crise de liquidez do conglomerado Master e pelo comprometimento significativo da sua situação econômico-financeira, bem como por graves violações às normas que regem a atividade das instituições integrantes do SFN”, informou o BC em nota na época.

    De forma extrajudicial, foram liquidados o Banco Master S/A, do Banco Master de Investimento S/A, do Banco Letsbank S/A, e da Master S/A Corretora de Câmbio, Títulos e Valores Mobiliários.

    O processo de liquidação do Banco Master foi acompanhada da Operação Compliance Zero, deflagrada pela PF para combater a emissão de títulos de crédito falsos por instituições financeiras que integram o Sistema Financeiro Nacional (SFN).

    Reportagem em atualização


    Fonte e Foto: JP Notícias

  • Caso Master: o que fazia o advogado apontado como ‘operador técnico’ para o BRB

    Daniel Lopes Monteiro é investigado por criar empresas de fachada e contratos falsos para esconder propina milionária e viabilizar fraude bilionária no banco público.

    Economia – A nova fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal (PF) nesta quinta-feira (16) e que resultou na prisão preventiva do ex-presidente do Banco de Brasília (BRB) Paulo Henrique Costa, revelou detalhes sobre o papel do advogado Daniel Lopes Monteiro no esquema. Ele, que também foi preso na ação, é apontado pela PF e pelo Supremo Tribunal Federal (STF) como o “operador técnico e estrutural” de uma ação que misturava fraudes bancárias e corrupção.

    Segundo a decisão do ministro do STF e relator do Caso Master na Corte, André Mendonça, Daniel Monteiro não atuava apenas como um defensor jurídico comum, mas como uma peça-chave para dar uma aparência de legalidade a negócios criminosos.

    O papel de Monteiro era dividido em duas frentes principais. Na primeira, ele era responsável por criar a arquitetura financeira e societária utilizada para esconder o pagamento de propina a Paulo Henrique Costa. O ex-presidente do BRB teria recebido cerca de R$ 146,5 milhões em imóveis de luxo em São Paulo e Brasília como recompensa por facilitar negócios com o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro.

    Para ocultar quem era o verdadeiro dono desses imóveis, Daniel Monteiro teria providenciado:

    A criação de empresas com nomes como Allora e Milano, que inicialmente tinham quase nenhum dinheiro e depois recebiam aportes milionários para comprar os apartamentos;

    O uso de diretores de fachada para essas empresas, incluindo seu próprio cunhado, para evitar que o nome do presidente do BRB aparecesse nos papéis;

    A guarda de escrituras em seu escritório, sem registrá-las em cartório, para evitar que a polícia descobrisse o esquema;

    Em mensagens obtidas pela polícia, Daniel Monteiro aparece combinando com os envolvidos como “montar a estrutura” para que os bens fossem transferidos em segredo. Por esse trabalho, estima-se que o próprio advogado tenha obtido um proveito econômico de mais de R$ 86 milhões.

    Contratos falsos

    Além de esconder o patrimônio ilícito, o advogado é acusado de atuar como um “compliance paralelo”. Na prática, ele ajudava a validar a venda de carteiras de crédito fictícias do Banco Master para o BRB.

    Essas carteiras eram, em grande parte, “fabricadas”. O esquema usava planilhas e documentos forjados para simular empréstimos que não existiam de verdade. O prejuízo estimado para o banco público distrital chega a R$ 12,2 bilhões em ativos falsos adquiridos. Daniel Monteiro participava da elaboração e ajuste desses contratos e procurações que davam um rosto legítimo a esses ativos sem lastro.

    ‘Trava tudo’

    A atuação do advogado foi tão direta que, quando o grupo percebeu que estava sendo investigado pelo Ministério Público Federal em maio de 2025, a ordem dada pelos líderes do esquema foi clara: Daniel Monteiro deveria “travar tudo”. Ele então interrompeu os pagamentos e a formalização dos imóveis para tentar apagar os rastros.

    Ao decretar a prisão preventiva de Monteiro, o ministro André Mendonça destacou que o advogado transbordou os limites da profissão. Para o magistrado, os indícios mostram que ele não estava apenas exercendo o direito de defesa de clientes, mas sim participando ativamente da organização criminosa, lavagem de dinheiro e crimes contra o sistema financeiro.

    “Uma realidade é a do advogado que patrocina, no exercício legítimo de sua missão constitucional, a defesa de pessoas investigadas ou acusadas da prática de crimes; realidade inteiramente diversa é a daquele profissional que, em comunhão de desígnios com clientes ou terceiros, ingressa na própria tessitura da atividade criminosa, dela tornando-se partícipe”, diz Mendonça na decisão.


    Fonte e Foto: JP Notícias

  • André Mendonça é o novo relator do caso Master no STF

    Ministro foi sorteado para assumir o inquérito depois do ministro Dias Toffoli deixar o processo.

    Política – O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), foi sorteado na quinta-feira (12) para assumir a relatoria em ação sobre o Banco Master. Mais cedo, o magistrado Dias Toffoli deixou o processo depois de reunião com os colegas da Corte.

    Logo depois da sessão desta quinta, os ministros se reuniram e conversaram a portas fechadas. O encontro terminou por volta das 20h30 e o anúncio foi feito na sequência. O portal apurou que Toffoli argumentou aos colegas que não via motivos para deixar a relatoria do caso, mas se viu isolado e acabou cedendo. A avaliação dos integrantes da Corte é de que a atuação do magistrado no processo do Banco Master causou um desgaste desnecessário ao Supremo.

    A reunião dos ministros foi convocada pelo presidente do STF, Edson Fachin, para tratar sobre relatório da Polícia Federal (PF) enviada à Corte sobre a perícia feita no celular do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. No documento, a corporação informou ter encontrado menções a Toffoli e pediu a arguição de suspeição do ministro. Ou seja, que ele fosse declarado “suspeito” para atuar no processo.

    Após a reunião, por meio de nota, os 10 ministros do STF declararam que as acusações não eram “caso de cabimento para a arguição de suspeição” e reconheceram a validade dos atos praticados por Toffoli na relatoria.

    Pagamentos à empresa de Toffoli

    Segundo o relatório da PF, Vorcaro e o seu cunhado Fabiano Zettel trocaram mensagens em que discutiam pagamentos à Maridt Participações. Toffoli e seus dois irmãos são sócios da empresa.

    Nas mensagens, tanto Vorcaro, quanto Zettel citam nominalmente o sobrenome Toffoli. Os pagamentos seriam referentes à compra do Tayaya Resort, no qual a Maridt fazia parte do quadro societário. Os detalhes do relatório foram publicados pelo jornal Folha de S. Paulo.

    Na quinta-feira (12), o gabinete de Toffoli emitiu uma nova nota sobre o vínculo do ministro com a Maridt Participações e supostas ligações com Vorcaro. No comunicado, o magistrado negou ter “qualquer relação de amizade e muito menos amizade íntima” com o banqueiro. Ele também disse que “jamais recebeu qualquer valor” do banqueiro ou de Zettel.

    O magistrado ainda relatou que a empresa integrou o grupo Tayaya Ribeirão Claro até 21 de fevereiro de 2025. Em nota, Toffoli afirmou que essa participação foi encerrada por meio de “duas operações sucessivas, sendo a primeira, a venda de cotas do Fundo Arllen, em 27 de setembro de 2021” e a segunda, ao PHD Holding, na data do fim do vínculo com o resort.

    “A ação referente à compra do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB) foi distribuída ao ministro Dias Toffoli em 28 de novembro de 2025. Ou seja, quando há muito a Maridt não fazia mais parte do grupo Tayaya Ribeirão Claro”, comunicou o gabinete.

    Entenda o caso do Banco Master

    Após identificar indícios de irregularidades financeiras e a grave crise de liquidez, o Banco Central determinou, em novembro de 2025, a liquidação extrajudicial do Banco Master S/A, do Banco Master de Investimentos S/A, do Banco Letsbank S/A e da Master S/A Corretora de Câmbio, Títulos e Valores Mobiliários.

    Em 21 de janeiro, o Will Bank, braço digital do conglomerado de Vorcaro, também teve o seu encerramento forçado.

    Segundo as investigações, o Banco Master oferecia Certificados de Depósitos Bancários (CDB) com rentabilidade muito acima do mercado. Para sustentar a prática, a instituição financeira passou a assumir riscos excessivos e estruturar operações que inflavam artificialmente o seu balanço financeiro, enquanto a liquidez se deteriorava.

    Os episódios do Banco Master e da gestora de investimentos Reag, liquidada em 15 de janeiro, são os mais graves do sistema financeiro brasileiro. Os casos envolvem, além das fraudes, tensões entre o STF e o Tribunal de Contas da União (TCU), bem como com o Banco Central e a PF.

    Em 17 de janeiro, Fundo Garantidor de Crédito (FGC) iniciou o processo de ressarcimento aos credores do Banco Master, Banco Master de Investimento e Banco Letsbank. O valor total a ser pago em garantias soma R$ 40,6 bilhões.


    Fonte e Foto: JP Notícias

  • TCU muda o tom e tenta virar a página do caso Master

    Em reunião nesta segunda (12), Vital do Rêgo e Galipolo devem combinar colaboração para troca de informações, em busca de encerrar polêmica.

    Economia – O TCU (Tribunal de Contas da União) iniciou uma ofensiva para tentar virar a página da crise em torno do Banco Master.

    Em reunião nesta segunda-feira (12), o presidente do órgão de controle, ministro Vital do Rêgo, pretende fazer um aceno de pacificação ao chefe do Banco Central, Gabriel Galipolo.

    A ideia é combinar uma colaboração de informações, com o compartilhamento de documentos, que evite a necessidade de uma inspeção na autoridade monetária.

    Neste fim de semana, aliados do relator do caso, ministro Jhonatan de Jesus, admitiam que é hora de distensionar e despolitizar o episódio.

    Para isso, atuaram nos bastidores tanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) quanto o ministro Fernando Haddad, da Fazenda.

    Um documento revelado neste fim de semana ajudou a serenar os ânimos. Uma análise preliminar da AudBancos, área técnica do TCU, apontou que o processo de liquidação do Master seguiu todos os protocolos técnicos.

    Os integrantes da Corte de Contas foram alertados também de que a politização do episódio poderia torná-los alvos de uma eventual CPMI do Banco Master no Congresso Nacional.

    Por isso, a tendência é de que o TCU adote um meio-termo na análise do episódio no julgamento em plenário.

    Ou seja, os ministros devem defender o relator e as atribuições da Corte de Contas, mas recusar uma inspeção no BC.

    A avaliação no TCU é de que o episódio desgastou a imagem pública do tribunal e o colocou exageradamente nos holofotes em um momento de recesso parlamentar.


    Fonte e Foto: CNN Brasil