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  • Caso Epstein: governo dos EUA é acusado de suposta omissão de arquivos que mencionam Trump

    Democratas acusaram na quarta-feira (25) o governo Trump de realizar ‘o maior encobrimento governamental da história moderna’.

    Mundo – Democratas acusaram na quarta-feira (25) o governo de Donald Trump de realizar “o maior encobrimento governamental da história moderna”, após veículos americanos informarem que o governo omitiu documentos dos arquivos do caso Jeffrey Epstein que mencionam o presidente.

    O Departamento de Justiça publicou milhões de páginas de arquivos relacionados ao financista Jeffrey Epstein, em virtude de uma lei de transparência promulgada no ano passado. Mas a emissora pública NPR encontrou lacunas nos arquivos relacionados a uma denúncia de agressão sexual feita em 2019 por uma mulher contra Trump.

    O presidente negou ter cometido qualquer irregularidade e afirmou que a publicação dos chamados “Arquivos Epstein” do Departamento de Justiça o isentou.

    Os índices e números de série anexados ao material de investigação sobre a rede de tráfico de Epstein indicam que agentes do FBI fizeram quatro entrevistas com a denunciante e escreveram resumos e anotações anexas, informou a NPR.

    A base de dados pública mostra apenas um resumo focado principalmente nas alegações da mulher contra Epstein. Os outros três resumos e as notas relacionadas não estão disponíveis no site do Departamento de Justiça, segundo a revisão do sistema de numeração de documentos feita pela NPR. O jornal The New York Times e a rede MS NOW relataram descobertas semelhantes.

    “É a maior operação de encobrimento do governo na história moderna”, denunciaram em redes sociais os deputados democratas do Comitê de Supervisão da Câmara dos Representantes. “Exigimos respostas”, acrescentaram.

    Segundo a investigação, a denunciante entrou em contato com autoridades pela primeira vez em julho de 2019, logo após a prisão de Epstein por acusações federais de tráfico sexual. Referências internas posteriores nos arquivos publicados apontam que a mulher alegou ter conhecido Trump por meio do financista, e que o primeiro a agrediu em meados da década de 1980, quando a denunciante tinha entre 13 e 15 anos.

    Um documento de 2025 do FBI, que consta da base de dados pública, relata essa denúncia, mas não inclui uma avaliação da sua credibilidade. Os memorandos detalhados das entrevistas de acompanhamento, realizadas em agosto e outubro de 2019, segundo os índices, não foram incluídos.

    O democrata Robert García, do Comitê de Supervisão, afirmou que os deputados democratas “podem confirmar que o Departamento de Justiça parece ter ocultado ilegalmente entrevistas do FBI com essa sobrevivente”.

    García acrescentou que os democratas vão abrir uma investigação paralela e exigir que os arquivos que faltam sejam entregues ao Congresso.

    Em um comunicado divulgado na noite de quarta-feira, o Departamento de Justiça afirmou que está revisando seus arquivos sobre o caso Epstein para determinar se alguém foi tratado “de maneira indevida”, mas negou ter cometido irregularidades.

    “Se for determinado que algum documento foi rotulado de forma indevida durante o processo de revisão e se enquadra no que afirma a Lei, o Departamento certamente o tornará público, em conformidade com a lei”, acrescentou o Departamento.



    Fonte e Foto: JP Notícias

  • Documentos do FBI revelam que Epstein tinha CPF ativo no Brasil

    Segundo informações do site da Receita Federal, o registro foi feito em 2003.

    Mundo – Os arquivos do FBI publicados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos sobre o caso de Jeffrey Epstein indicam que ele tinha um CPF ativo no Brasil.

    O bilionário americano foi acusado de diversos crimes, incluindo tráfico sexual de menores. Em uma das listas liberadas pelo governo americano, que inclui vários documentos do financista, aparece o registro brasileiro.

    Segundo informações no site da Receita Federal, o documento foi registrado em 23/04/2003 e está em situação regular. A data de nascimento do bilionário, em 20/01/1953, também está registrada.

    A Receita Federal permite que estrangeiros sem residência no Brasil registrem o documento.

    Caso Epstein

    Epstein foi preso em 2019 e morreu dentro de uma cela em Nova York antes de ser julgado — oficialmente, suicídio. Desde então, teorias, investigações paralelas e arquivos secretos transformaram o caso em um verdadeiro thriller real.

    Nos últimos meses, documentos judiciais ligados ao processo civil contra Ghislaine Maxwell, ex-companheira e cúmplice de Epstein, começaram a ser tornados públicos. Esses arquivos não trazem exatamente “novas provas criminais”, mas nomes, contextos e relatos que ajudam a entender a dimensão social do esquema, que envolvia crianças, adolescentes, trafico humano internacional e muito mais.

    Entre os pontos que mais chamaram atenção:

    • Citações de figuras públicas poderosas que frequentavam eventos ou tinham contato com Epstein

    • Relatos de vítimas descrevendo como eram recrutadas e apresentadas a pessoas influentes

    • Detalhes sobre viagens, ilhas privadas e encontros organizados como se fossem algo “normal” dentro de uma elite blindada

    É importante ressaltar: ser citado nos documentos não significa culpa ou acusação formal. Muitos nomes aparecem como parte de depoimentos ou agendas de contato, ainda assim, o impacto midiático é inevitável.


    Fonte e Foto: JP Notícias