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  • Banco Master: PF rejeita delação premiada de Daniel Vorcaro

    A PGR informou que mantém as negociações de colaboração com o banqueiro.

    Política – A Polícia Federal (PF) rejeitou na quarta-feira (20) o pedido de delação premiada do dono do Banco Master, Daniel Vocaro. Em paralelo, a Procuradoria-Geral da República (PGR) mantém as negociações para firmar acordo de cooperação com o banqueiro.

    Na segunda-feira (18), o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a transferência de Vorcaro para uma cela comum na Superintendência Regional da PF no Distrito Federal e suspendeu o acesso dos advogados a qualquer hora do dia. Quando oficializou o processo de delação premiada, o banqueiro foi custodiado na mesma Sala de Estado-Maior onde o ex-presidente Jair Bolsonaro estava detido.

    A transferência de Vorcaro para uma cela comum era indicação de que as negociações de cooperação não avançariam. Em 6 de maio, a defesa do banqueiro enviou nova proposta de delação premiada após a PF e a PGR recusarem o primeiro material de colaboração. A corporação e o órgão entenderam que o conteúdo estava incompleto e não respondia às dúvidas dos investigadores.

    O último material produzido por Vorcaro foi entregue às autoridades em um pen drive. A defesa do banqueiro acreditava que a delação irá garantir a sua liberdade. A proposta continha uma série de anexos e sugeriria o pagamento de uma multa bilionária.

    Entenda o caso Master

    Após identificar indícios de irregularidades financeiras e a grave crise de liquidez, o Banco Central determinou, em 18 de novembro, a liquidação extrajudicial de:

    Banco Master S/A;

    Banco Master de Investimentos S/A;

    Banco Letsbank S/A;

    Master S/A Corretora de Câmbio, Títulos e Valores Mobiliários.

    Em 21 de janeiro, o Will Bank, braço digital do Master, teve o seu encerramento forçado.

    O processo de liquidação foi acompanhado pela Operação Compliance Zero. Também em 18 de novembro, a PF deflagrou a primeira fase da ação para combater a emissão de títulos de crédito falsos por instituições que integram o Sistema Financeiro Nacional (SFN). Diante da possibilidade de fuga, Vorcaro foi preso um dia antes. O banqueiro foi solto depois com o uso de tornozeleira eletrônica. Em 4 de março, ele foi detido novamente.

    Segundo as investigações, a instituição financeira oferecia Certificados de Depósitos Bancários (CDB) com rentabilidade muito acima do mercado. Para sustentar a prática, o Banco Master passou a assumir riscos excessivos e estruturar operações que inflavam artificialmente o seu balanço financeiro, enquanto a liquidez se deteriorava.

    Os episódios do Banco Master e da gestora de investimentos Reag, liquidada em 15 de janeiro, são os mais graves do sistema financeiro brasileiro. Os casos envolvem, além das fraudes, tensões entre o STF e o Tribunal de Contas da União (TCU), bem como com o Banco Central e a PF.

    Em 17 de janeiro, o FGC iniciou o processo de ressarcimento aos credores do Banco Master, Banco Master de Investimento e Banco Letsbank. O valor total a ser pago em garantias soma R$ 40,6 bilhões.


    Fonte e Foto: JP Notícias

  • Mercadante diz que casos como o do Banco Master têm impacto relevante sobre a Selic

    O presidente do BNDES afirmou ainda que o crédito subsidiado concedido pela instituição não compromete a política monetária.

    Economia – O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Aloizio Mercadante, afirmou no domingo (17) que o crédito subsidiado concedido pela instituição não compromete a política monetária brasileira. Segundo o executivo, problemas no sistema financeiro, como o caso envolvendo o Banco Master, têm impacto mais relevante sobre a taxa de juros.

    “O que estraga a queda da Selic é um Banco Master, que não foi fiscalizado e deu no que deu, um prejuízo de R$ 51 bilhões para o sistema financeiro”, afirmou Mercadante, em entrevista ao “Canal Livre”, da Band.

    O presidente do BNDES ressaltou ainda que apenas 23% da carteira do banco possui algum tipo de subsídio e classificou esse volume como “irrelevante diante do mercado total de crédito da economia brasileira”.

    Mercadante destacou a importância do crédito direcionado para setores considerados estratégicos, com destaque para o agronegócio, diante da alta do custo de insumos, como fertilizantes. “A agricultura precisa de subsídio. E, num momento como esse, necessita mais”, afirmou.

    O preço dos fertilizantes subiu cerca de 50% com as guerras entre Rússia e Ucrânia e no Oriente Médio, segundo Mercadante. Diante desse cenário, o executivo afirmou que é necessário ampliar investimentos na produção nacional de fertilizantes para reduzir a dependência externa do país.


    Fonte e Foto: JP Notícias

  • BRB anuncia acordo com gestora para vender R$ 15 bilhões em ativos do Banco Master

    Transação com a Quadra Capital prevê a criação de um fundo de investimento e tem como objetivo fortalecer o caixa e a estrutura de capital da instituição.

    Economia – O Banco de Brasília (BRB) anunciou na segunda-feira (20) um acordo com a gestora de recursos Quadra Capital para a venda de R$ 15 bilhões em ativos ligados a operações recebidas do Banco Master. A decisão foi aprovada pelo Conselho de Administração do banco e comunicada ao mercado por meio de um Fato Relevante.

    O negócio foi formalizado através de um memorando de entendimento (MoU) e prevê a estruturação de um fundo de investimento específico. Esse fundo receberá e vai gerenciar os ativos que hoje pertencem ao BRB.

    De acordo com o anúncio, o valor de referência de R$ 15 bilhões não será pago integralmente em dinheiro de uma só vez. A operação foi dividida em duas frentes:

    Parcela à vista: O BRB receberá uma injeção de dinheiro imediata estimada entre R$ 3 bilhões e R$ 4 bilhões;

    Parcela em cotas (fundo): O valor restante, calculado entre R$ 11 bilhões e R$ 12 bilhões, será convertido em “cotas subordinadas” do novo fundo de investimento que será criado pela Quadra Capital para gerir esses ativos. Na prática, o banco continuará tendo participação no rendimento futuro dessa carteira.

    Objetivo da operação

    O anúncio informou que a principal meta com a venda é “fortalecer sua estrutura de capital e sua liquidez“. O banco busca reforçar o dinheiro em caixa, melhorar a saúde financeira da instituição e organizar melhor o seu patrimônio. Ainda de acordo com o documento, a transação é uma “etapa relevante no processo de readequação da Companhia”.

    Para que a venda seja concluída de forma definitiva, as duas partes ainda precisam cumprir uma série de condições técnicas previstas no acordo inicial.


    Fonte e Foto: JP Notícias

  • De mensagens a resort: os vínculos que colocaram Dias Toffoli no centro do caso Banco Master

    Viagens, sociedade em empreendimento de luxo e conversas apreendidas pela PF ampliaram questionamentos e levaram ministro a deixar relatoria no STF.

    Política – O ministro do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, deixou a relatoria do caso envolvendo o Banco Master após uma série de revelações que levantaram questionamentos sobre sua atuação no processo. As conexões incluem mensagens encontradas pela Polícia Federal no celular do banqueiro Daniel Vorcaro, uma viagem internacional em jatinho particular e a ligação indireta com um resort que recebeu investimentos de fundos associados à instituição financeira.

    As revelações ampliaram a pressão política e jurídica sobre o magistrado, que nega qualquer irregularidade ou conflito de interesses.

    A relatoria e o sigilo

    Toffoli assumiu a relatoria do caso no STF em 28 de novembro, após sorteio interno. Relator é o ministro responsável por analisar o processo, tomar decisões preliminares e apresentar voto ao plenário.

    A condução passou a ser questionada quando o ministro determinou sigilo total sobre a investigação e ordenou que processos relacionados ao banco no Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) fossem remetidos à Suprema Corte — medida considerada incomum por juristas.

    Viagem a Lima e advogado do banco

    Dias antes de impor o sigilo, Toffoli viajou para Lima, no Peru, para assistir à final da Libertadores. Ele utilizou um jatinho particular acompanhado do advogado Augusto Arruda Botelho, defensor de um ex-diretor do Banco Master.

    A viagem passou a ser citada por críticos como um elemento que poderia gerar questionamentos sobre a imparcialidade na condução do caso.

    Acareação entre banco, BRB e Banco Central

    Em dezembro de 2025, o ministro determinou uma acareação envolvendo o Banco Master, o Banco de Brasília (BRB) e o Banco Central do Brasil (BC).

    A medida tinha como objetivo esclarecer a tentativa frustrada de aquisição do Master pelo BRB, operação que foi barrada pela autoridade monetária.

    O procurador-geral da República, Paulo Gonet, pediu a suspensão da acareação, argumentando que o procedimento deveria ocorrer apenas após depoimentos formais. Parte da comunidade jurídica interpretou a decisão como potencial pressão sobre o Banco Central, que havia decretado a liquidação extrajudicial do Master.

    Materiais apreendidos no STF

    Outra decisão considerada atípica foi a ordem para que todo o material apreendido na Operação Compliance Zero fosse lacrado e mantido na sede do STF.

    Tradicionalmente, a perícia de celulares e computadores é realizada pela própria Polícia Federal, o que gerou novas críticas à condução do processo.

    O caso do resort Tayayá

    As suspeitas ganharam novo fôlego quando veio a público que o resort de luxo Tayayá, no Paraná — ligado a familiares de Toffoli — recebeu investimentos de fundos conectados ao Banco Master.

    Fundos como Arllen e a gestora Reag, associados ao grupo de Vorcaro, teriam participado do empreendimento. Posteriormente, a Polícia Federal apontou mensagens no celular do banqueiro mencionando a empresa Madridt, ligada a familiares do ministro.

    Em nota, Toffoli confirmou ser sócio da Madridt, mas afirmou que não mantinha relação de amizade com Vorcaro nem recebeu qualquer valor do banqueiro ou de seus familiares.

    Mensagens apreendidas pela PF

    O relatório da Polícia Federal com mensagens extraídas do celular de Vorcaro foi encaminhado ao presidente do STF, Edson Fachin.

    As conversas incluíam referências a valores e discussões sobre repasses financeiros, o que intensificou a repercussão política do caso.

    Toffoli, por meio de nota, negou envolvimento financeiro ou vínculo pessoal com os investigados.

    Saída da relatoria

    Em meio ao aumento das críticas e após conversas internas na Corte, Toffoli deixou a relatoria do caso Banco Master. A decisão foi apresentada como resultado de entendimento entre os ministros, que também divulgaram nota pública de apoio ao colega.

    O episódio ampliou o debate sobre transparência, conflitos de interesse e os limites institucionais na atuação de ministros da Suprema Corte em processos de grande repercussão.

  • PF abre inquérito para investigar Grupo Fictor por tentativa de compra do Master

    Os crimes de que a empresa é suspeita são os de gestão fraudulenta, apropriação indébita, emissão de títulos falsos e operar instituição financeira sem autorização.

    Economia – A Polícia Federal (PF) abriu inquérito para investigar o Grupo Fictor, que fez uma oferta para comprar o Banco Master, em novembro do ano passado, e entrou, no último domingo, 1º, com pedido de recuperação judicial.

    Os crimes de que a empresa é suspeita são os de gestão fraudulenta, apropriação indébita, emissão de títulos falsos e operar instituição financeira sem autorização. No próprio pedido de recuperação judicial, o grupo menciona “eventuais ilícitos”.

    O dono do Master Daniel Vorcaro afirmou à PF que tentou viabilizar a venda de seu banco à Fictor com a ajuda de investidores árabes. A operação, contudo, foi barrada pelo Banco Central, que determinou a liquidação da instituição financeira devido a suspeitas de fraudes na emissão de R$ 12,2 bilhões em títulos falsos.

    O BC considerou que a tentativa de compra era uma forma de mascarar a crise pela qual passava o Master, sem recursos para honrar compromissos com credores. No pedido de recuperação judicial, a Fictor diz que busca viabilizar o pagamento de R$ 4 bilhões em dívidas.

    A companhia, por sua vez, diz que a medida que impediu a compra do Master afetou sua imagem. Os advogados do grupo justificaram o pedido de recuperação judicial como uma consequência de uma crise de liquidez que se iniciou após a empresa anunciar uma proposta de compra do Banco Master, em conjunto com fundos dos Emirados Árabes Unidos não identificados. No dia seguinte ao anúncio da oferta, 18 de novembro, o BC decretou a liquidação do Master, estendendo para a Fictor a crise de confiança na qual o banco já se encontrava.

    Com isso, desde essa data, os clientes do grupo pediram a retirada de 70% dos recursos que estavam investidos, quase R$ 2 bilhões, segundo o advogado da Fictor que coordena o processo de RJ, Carlos Deneszczuk, do escritório DASA Advogados.



    Fonte e Foto: Estadão

  • Plenário do TCU vai decidir sobre inspeção ao BC na volta do recesso

    Ministro Jhonatan de Jesus suspendeu na última quinta-feira (8) decisão que determinava uma inspeção no BC sobre a liquidação do Banco Master.

    Economia – O plenário do TCU (Tribunal de Contas da União) deve decidir se retoma ou não a inspeção no Banco Central sobre o processo de liquidação do Banco Master apenas na primeira sessão após o fim do recesso, marcada para 21 de janeiro.

    Na última quinta-feira (8), sob pressão política e institucional, o ministro Jhonatan de Jesus, relator do caso no TCU, decidiu suspender a inspeção determinada no BC sobre o processo de liquidação do Master

    Ao levar o caso ao colegiado, Jhonatan de Jesus atende ao principal argumento do BC, de que uma medida com esse impacto deveria ser deliberada pelo Plenário.

    Fontes relataram que o relator teria sido convencido pelos demais ministros a paralisar o caso até o fim do recesso da Corte.

    A inspeção é um instrumento de fiscalização utilizado para suprir eventuais omissões, lacunas de informação e esclarecer dúvidas pontuais identificadas no curso das atividades de controle.

    Diferentemente de uma auditoria, a inspeção não é um instrumento de fiscalização autônomo. Ela é realizada de forma acessória, sempre vinculada a outra ação de controle, como uma auditoria já em andamento, e possui escopo mais restrito, limitado a pontos específicos que se pretende esclarecer.

    No dia 19 de dezembro, o ministro Jhonatan de Jesus determinou que o Banco Central apresentasse os fundamentos técnico-jurídicos que embasaram a decretação da liquidação extrajudicial do Banco Master.

    Já no dia 29 de dezembro, o Banco Central encaminhou ao TCU resposta aos questionamentos relacionados ao caso.

    O relator, no entanto, seguindo entendimento da área técnica, avaliou que o BC não forneceu todas as informações consideradas necessárias para a análise do tribunal e determinou a inspeção na última segunda-feira (5).

    Porém, três dias após essa autorização, o ministro recuou.


    Fonte e Foto: CNN Brasil