Tag: Banco Central

  • Mais de 49 milhões de pessoas podem resgatar dinheiro esquecido; veja como

    O Banco Central informou que R$ 13,35 bilhões foram devolvidos até dezembro de 2025.

    Economia – O Banco Central (BC) publicou na terça-feira (10) as estatísticas atualizadas do Sistema de Valores a Receber (SVR) com base em dados de dezembro de 2025. Apesar dos R$ 13,35 bilhões já devolvidos ainda faltam, aproximadamente, R$ 10,27 bilhões a serem recebidos por mais de 49 milhões de pessoas.

    Do montante a ser devolvido:

    O valor de R$ 7,97 bilhões são de pessoas físicas, o que corresponde a 49.593.605 beneficiários.

    O restante, R$ 2,29, são das 5.026.847 pessoas jurídicas.

    O BC informou que 64,94% dos beneficiários tem apenas entre R$ 0,01 e R$ 10,00 a receber.

    Como resgatar o valor esquecido

    Para verificar quem tem valores a receber é preciso entrar no portal do SVR por onde é possível consultar de maneira imediata se há ou não quantia a resgatar informando o CPF e a data de nascimento. Já para entender a quantidade certa do benefício pendente ou verificar se a solicitação de recebimento foi atendida, é necessário ter uma conta nível prata ou ouro, no portal do governo e fazer a verificação em duas etapas habilitada.

    Após a consulta, quem tiver valores a receber deve informar uma chave Pix para facilitar a devolução. Caso não possua chave cadastrada, é preciso contatar a instituição financeira para combinar o recebimento ou criar uma chave e retornar ao sistema.

    No caso de pessoas falecidas, somente herdeiros, inventariantes ou representantes legais podem consultar e solicitar o resgate, mediante termo de responsabilidade. O BC não entra em contato por mensagem, ligação ou e-mail para pedir dados pessoais. Qualquer abordagem desse tipo é golpe.

    O prazo oficial para resgatar os recursos teria acabado em 16 de outubro de 2024. Porém, o Ministério da Fazenda informou que na realidade não há prazo para os clientes reaverem os valores nas instituições financeiras.

    Após a consulta, quem tiver valores a receber deve informar uma chave Pix para facilitar a devolução. Caso não possua chave cadastrada, é preciso contatar a instituição financeira para combinar o recebimento ou criar uma chave e retornar ao sistema.

    No caso de pessoas falecidas, somente herdeiros, inventariantes ou representantes legais podem consultar e solicitar o resgate, mediante termo de responsabilidade. O BC não entra em contato por mensagem, ligação ou e-mail para pedir dados pessoais. Qualquer abordagem desse tipo é golpe.

    O prazo oficial para resgatar os recursos teria acabado em 16 de outubro de 2024. Porém, o Ministério da Fazenda informou que na realidade não há prazo para os clientes reaverem os valores nas instituições financeiras.


    Fonte e Foto: JP Notícias

  • Banco Central sinaliza início de corte da Selic, mas indica juros altos por mais tempo

    Ata do Copom aponta que redução deve começar na próxima reunião, porém com manutenção de política monetária restritiva.

    Economia – O Banco Central confirmou nesta terça-feira (3) que pretende iniciar o ciclo de redução da taxa básica de juros, a Selic, na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom). No entanto, a autoridade monetária deixou claro, na ata divulgada hoje, que ainda vê necessidade de manter os juros em patamar restritivo por um período prolongado.

    “O Comitê julgou adequado sinalizar o início de um ciclo de redução da taxa de juros em sua próxima reunião. Ao mesmo tempo, de maneira unânime, o Comitê reafirma a necessidade da manutenção do patamar de juros em níveis restritivos, até que se consolide não apenas o processo de desinflação como também a ancoragem das expectativas à meta”, afirma o comunicado.

    Na última reunião, o Copom decidiu manter a Selic em 15% ao ano, o maior nível desde 2006. Segundo o Banco Central, a magnitude e a duração do ciclo de aperto monetário serão definidas ao longo do tempo, conforme novas informações econômicas forem incorporadas às análises do colegiado.

    Cenário atual

    De acordo com a avaliação do Comitê, o cenário atual apresenta sinais mistos sobre o ritmo de desaceleração da atividade econômica, o que dificulta a identificação de tendências claras. Por isso, o início do ciclo de queda da Selic, combinado com a manutenção de uma política contracionista, é visto como compatível com o momento da economia.

    “Mantém-se, de um lado, a interpretação de uma inflação pressionada pela demanda e que requer uma política monetária contracionista por um período bastante prolongado e, de outro, a interpretação de que a política monetária tem contribuído de forma determinante para a desinflação observada”, diz o texto.

    O Copom também destacou que as expectativas de inflação, embora estejam em trajetória de queda, ainda permanecem acima da meta em todos os horizontes avaliados. Em 2025, o IPCA fechou em 4,26%, abaixo do teto da meta de 4,5%. Mesmo assim, o Comitê reforçou que o cenário de expectativas ainda desancoradas exige uma postura mais dura da política monetária.

    “A principal conclusão obtida, e compartilhada por todos os membros do Comitê, foi a de que, em um ambiente de expectativas desancoradas, como é o caso do atual, exige-se uma restrição monetária maior e por mais tempo do que outrora seria apropriado”, afirma o documento.

    Taxa de juros neutra

    Além disso, o Copom voltou a chamar atenção para riscos fiscais e estruturais. Segundo o Comitê, o enfraquecimento das reformas, a perda de disciplina fiscal, o aumento do crédito direcionado e as incertezas sobre a estabilização da dívida pública podem elevar a chamada taxa de juros neutra da economia, que serve como referência para a política monetária.

    Nesse contexto, o Banco Central avalia que a elevação dessa taxa pode reduzir a potência da Selic e aumentar o custo do processo de desinflação em termos de atividade econômica.


    Fonte e Foto: BacciNoticias