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  • AVC: reconhecer os sinais rápido pode salvar uma vida

    No Acidente Vascular Cerebral — o derrame — o tempo é decisivo.

    Saúde – No vídeo, o neurologista Dr. Renato Anghinah faz um alerta direto: no Acidente Vascular Cerebral — o derrame — o tempo é decisivo. Existe uma janela de cerca de quatro horas para iniciar o tratamento e aumentar as chances de recuperação. Ele explica os principais sinais de emergência, como desvio do sorriso, perda de força em um lado do corpo, fala arrastada, confusão mental e dor de cabeça súbita e intensa. Assista e saiba como agir diante de um quadro que exige atendimento imediato.

    https://youtu.be/ulQjLuuPtdU

  • Novo comprimido é capaz de reduzir chance de segundo AVC em 26%

    Medicamento fabricado pela Bayern foi apresentado em congresso internacional.

    Saúde – Uma pesquisa revelou que um novo comprimido em estudo conseguiu reduzir em 26% a ocorrência de novos acidentes vasculares cerebrais em pessoas que já sofreram com AVCs. O estudo foi apresentado pela primeira vez na International Stroke Conference, realizada em Nova Orleans, nos Estados Unidos.

    Segundo a Associação Americana do Coração, o risco de um novo episódio é de cerca de 1 em cada 4 pacientes. O comprimido, desenvolvido pela Bayer, é de uso diário e foi testado em 12 mil pacientes em 37 países, com controle de placebo.

    Um destaque do resultado foi o fato de o tratamento não ter aumentado o risco de sangramentos intracranianos, um efeito adverso observado em terapias anteriores.

    Participantes foram selecionados após terem sofrido um AVC isquêmico, sem relação com causas cardíacas, como arritmias — condição chamada de AVC isquêmico não-cardioembólico.

    “Um AVC é um evento que muda a vida dos pacientes e um grande problema de saúde pública. Os resultados representam uma conquista notável da pesquisa, demonstrando uma redução substancial no risco de AVC com o uso de asundexian em comparação com o placebo, além de um efeito terapêutico sustentado e um perfil de segurança sem aumento observado de sangramentos graves segundo a ISTH”, afirmou Mike Sharma, investigador principal do estudo Oceanic-Stroke.

    Parte do evento também incluiu pessoas que já passaram por um ataque isquêmico transitório (AIT), conhecido como mini-AVC, que não resulta em danos permanentes ao cérebro.

    Realizado entre 2022 e 2025, o estudo corresponde à fase 3 de testes clínicos. Para que o medicamento chegue oficialmente aos pacientes, ainda será necessário submetê-lo à avaliação de agências reguladoras, como a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), no Brasil, e a Food and Drug Administration (FDA), nos Estados Unidos.


    Fonte e Foto: CNN Brasil

  • Estalar o pescoço pode causar AVC? Caso real reacende alerta sobre riscos ocultos do hábito

    Especialistas explicam quando o movimento pode ser perigoso, quais são os principais fatores de risco e como prevenir o Acidente Vascular Cerebral.

    Saúde – Um gesto comum para aliviar tensões do dia a dia pode esconder riscos sérios à saúde. O hábito de estalar o pescoço, bastante popular entre adultos jovens, voltou ao centro do debate após o relato da atriz americana KayLynne Felthager, de 32 anos, que afirmou ter sofrido um Acidente Vascular Cerebral (AVC) depois de realizar o movimento.

    Segundo o relato, KayLynne costumava estalar o pescoço com frequência para aliviar dores musculares. O que parecia inofensivo acabou se transformando em um pesadelo, levantando dúvidas sobre até que ponto esse hábito pode ser perigoso.

    O que aconteceu

    A atriz dirigia para casa após sair de um supermercado, nos Estados Unidos, quando sentiu uma leve dor de cabeça. Para aliviar o desconforto, inclinou a cabeça para o lado até ouvir o estalo característico — algo que fazia rotineiramente. O alívio foi imediato, mas durou pouco.

    Minutos depois, a dor se intensificou e, nos dias seguintes, surgiram sintomas mais graves, como perda temporária da visão e dificuldade para falar. Ao procurar atendimento médico, exames identificaram uma dissecção arterial, uma ruptura na parede de uma artéria do pescoço. A lesão favoreceu a formação de um coágulo, que se deslocou até o cérebro e provocou o AVC.

    Hipertensão ainda é a principal causa

    A neurologista Dra. Fernanda Maia, professora da Universidade de Fortaleza (Unifor), explica que, apesar do impacto do caso, a principal causa de AVC continua sendo a hipertensão arterial.

    “O AVC pode ser isquêmico, que representa cerca de 80% dos casos, ou hemorrágico, com aproximadamente 20%. Em ambos, a hipertensão é o fator de risco mais importante”, afirma.

    Ela ressalta que diabetes, tabagismo, obesidade, sedentarismo e colesterol elevado também aumentam significativamente o risco, além de doenças cardíacas, arritmias, alterações na coagulação e histórico de infarto.

    Estalar o pescoço realmente pode causar AVC?

    O neurologista Dr. Diego Bandeira, do Centro Neurovascular, explica que o risco existe, mas é raro. Segundo ele, movimentos bruscos ou repetitivos na região cervical podem, em situações específicas, provocar a dissecção de artérias do pescoço.

    “Essa lesão pode levar à formação de coágulos e, consequentemente, a um AVC. Não significa que toda pessoa que estala o pescoço terá um AVC, mas o risco aumenta quando o movimento é forçado, frequente ou feito sem orientação profissional”, esclarece.

    O especialista alerta ainda para exercícios mal executados e manobras agressivas, inclusive em academias ou terapias sem acompanhamento adequado. Por isso, o hábito não é recomendado, principalmente para pessoas com fatores de risco.

    Como prevenir o AVC

    A prevenção continua sendo a principal arma contra o AVC. Controlar a pressão arterial, manter níveis adequados de glicose e colesterol, praticar atividade física, ter uma alimentação equilibrada e não fumar são medidas essenciais.

    O acompanhamento médico regular, especialmente a partir dos 40 anos, também faz diferença. Segundo os especialistas, a prevenção precoce reduz de forma significativa o risco de sequelas graves.

    Fique atento aos sinais de alerta

    Os sintomas de AVC surgem de forma súbita. Os mais comuns são:

    fraqueza ou dormência em um lado do corpo;

    dificuldade para falar ou compreender a fala;

    desvio da boca;

    perda repentina da visão;

    tontura intensa e desequilíbrio;

    dor de cabeça forte e incomum.


    Uma forma simples de identificação é a regra do FAST (ou SAMU): rosto torto, dificuldade nos braços, fala alterada e urgência em buscar socorro.

    AVC também afeta jovens

    Embora seja mais frequente após os 60 anos, médicos alertam para o aumento de casos de AVC em adultos jovens, muitas vezes relacionados ao estresse, sedentarismo, obesidade, tabagismo e falta de controle dos fatores de risco.

    O caso da atriz reforça um alerta importante: nem todo hábito comum é inofensivo, e cuidar da saúde exige atenção até aos gestos mais rotineiros.