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  • Sob Milei, Argentina deixa de ser principal destino internacional de Lula

    No Lula 1 e Lula 2, vizinho era comandado por Néstor e Cristina Kirchner e foi mais país visitado pelo petista; cenário muda em terceiro mandato.

    Mundo – A Argentina deixou de ser o principal destino internacional do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em seu terceiro mandato, segundo levantamento com dados de sua agenda oficial. O mandatário reduziu a frequência de viagens ao vizinho desde que Javier Milei assumiu a Casa Rosada.

    No Lula 1 e Lula 2, a Argentina foi o destino internacional mais visitado pelo presidente. O mandatário viajou ao vizinho sete vezes entre 2003 e 2006 e dez vezes de 2007 a 2010. Nestes períodos, o vizinho foi comandado por aliados do petista, Néstor Kirchner e Cristina Kirchner.

    Até aqui em seu terceiro mandato, Lula foi à Argentina somente três vezes – sendo que duas viagens aconteceram em 2023, quando o país ainda tinha o esquerdista Alberto Fernández como presidente. A única visita sob Milei se deu em participação na Cúpula do Mercosul, em julho de 2025.

    Auxiliares do presidente admitiram, sob reserva, que a menor frequência de viagens se deve ao distanciamento ideológico entre os mandatários. Lula e Milei expuseram divergências políticas publicamente mais de uma vez ao longo dos últimos anos.

    Até aqui, os principais destinos de Lula em seu terceiro mandato foram Colômbia e Estados Unidos – mesmo em meio à tensão na relação diplomática entre Brasília e Washington. O petista viajou cinco vezes para cada um desses países.

    A África também perdeu espaço na agenda de Lula no atual governo. No Lula 1 e 2, foi o continente mais visitado pelo petista, com 17 viagens e 14 viagens respectivamente. Em sua terceira passagem pelo Palácio do Planalto, o mandatário foi ao país somente sete vezes.

    Segundo fontes palacianas, uma das razões para a menor frequência de viagens ao continente é o número de conflitos armados internos que se espalham por países africanos – e impossibilitam qualquer tipo de visita diplomática.

    Lula reduz ritmo de viagens

    O presidente Lula desacelerou o ritmo de viagens internacionais em seu terceiro mandato. O petista registra 70 visitas a outros países e soma 127 dias fora do Brasil.

    O tempo em viagens internacionais equivale a cerca de 10% do terceiro mandato do petista – ou pouco mais de quatro meses. Em 2023, Lula passou 51 dias fora do Brasil; em 2024, 23 dias; em 2025, 40 dias; e em 2026, 13 dias.

    O levantamento considera as viagens já realizadas pelo presidente. Lula deve ter mais duas agendas no primeiro semestre: a primeira é a Cúpula do G7, na França, na próxima semana; a segunda é a cúpula do Mercosul, no Paraguai, que acontece no fim de junho. No segundo semestre, o petista ainda deve comparecer à Assembleia Geral da ONU, à Cúpula do G20, ambos nos Estados Unidos, e à COP31, na Turquia, mas priorizará agendas nacionais em campanha à reeleição.

    O número de deslocamentos está distante daqueles registrados no Lula 1 e Lula 2. Em seu primeiro mandato, o presidente realizou 104 visitas e passou 216 dias fora do Brasil; e no segundo governo acelerou este ritmo, com 146 visitas e 276 dias no exterior.



    Fonte e Foto: CNN Brasil

  • Argentina assina acordo de comércio e investimento com os Estados Unidos

    Presidência argentina informou que o acordo tem como objetivo ‘reduzir barreiras tarifárias e não tarifárias, facilitar o comércio de bens e serviços, modernizar os procedimentos aduaneiros’.

    Mundo – A Argentina assinou um acordo de comércio e investimento recíproco com os Estados Unidos, informou na quinta-feira (5) o governo de Javier Milei, segundo o qual o tratado dará à carne argentina acesso “sem precedentes” ao mercado americano. Os países haviam anunciado em novembro um acordo-quadro para que a Argentina abrisse seu mercado a produtos dos Estados Unidos em troca de uma redução das tarifas sobre algumas de suas exportações.

    A Presidência argentina informou que o acordo tem como objetivo “reduzir barreiras tarifárias e não tarifárias, facilitar o comércio de bens e serviços, modernizar os procedimentos aduaneiros e promover o investimento em setores estratégicos como energia, minerais críticos, infraestrutura e tecnologia”.

    “O acordo entre Estados Unidos e Argentina reduz as barreiras comerciais de longa data e proporciona um acesso significativo ao mercado para os exportadores americanos”, destacou Jamieson Greer, representante comercial dos EUA (USTR) e signatário do documento. Segundo ele, o tratado vai beneficiar a entrada na Argentina “de veículos automotores a uma ampla gama de produtos agrícolas”.

    O acordo-quadro anunciado em novembro também previa o acesso preferencial a produtos de outros setores, como medicamentos, químicos, maquinário, tecnologias da informação e dispositivos médicos. Por sua vez, os Estados Unidos propunham eliminar as tarifas recíprocas “sobre certos recursos naturais não disponíveis e produtos não patenteados para aplicações farmacêuticas”, informou então a embaixada americano na Argentina.

    A publicação do documento assinado nesta quinta-feira é aguardada para conhecer os detalhes do pacto. A chancelaria argentina adiantou em comunicado que os Estados Unidos “eliminarão as tarifas recíprocas para 1.675 produtos argentinos”.

    Além disso, “concederão uma ampliação sem precedentes para 100 mil toneladas no acesso preferencial da carne bovina ao seu mercado”, o que “permitirá incrementar em cerca de 800 milhões de dólares [R$ 4,2 bilhões] as exportações argentinas desse produto”. Washington também “ratificou seu compromisso de revisar oportunamente as tarifas sobre o aço e o alumínio”, prosseguiu o comunicado.

    A Presidência argentina detalhou que o acordo será encaminhado ao Congresso e que Milei “confia em que os legisladores compreendam a responsabilidade que têm pela frente para estar à altura dessa oportunidade sem precedentes”.

    Os dois países assinaram ontem um acordo-quadro para o fornecimento de minerais críticos. O convênio estabelece que os dois países promoverão “subsídios, garantias, empréstimos e investimentos de capital para impulsionar projetos de mineração e processamento” e que serão implementadas “medidas para agilizar os processos de obtenção de licenças”, informou nesta quinta-feira a embaixada dos Estados Unidos na Argentina.

    O chefe da diplomacia americana, Marco Rubio, havia afirmado na quarta-feira que a Argentina tem as capacidades necessárias para se tornar uma produtora de terras raras.

    Os minerais e as terras raras tornaram-se um setor crítico para a fabricação de produtos tecnológicos, de telefones a computadores e satélites, e o governo de Donald Trump transformou essa busca por recursos em um de seus principais objetivos de política econômica externa.

    O saldo do intercâmbio comercial com os Estados Unidos em 2025 foi superavitário para a Argentina (8,338 bilhões de dólares em exportações e 6,704 bilhões em importações). As principais vendas do país sul-americano concentraram-se nos setores de combustíveis e energia e de manufaturas de origem industrial.


    Fonte e Foto: JP Notícias