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  • Águas de Manaus recebe multa superior a R$ 500 mil por falhas em obras de recomposição asfáltica

    Fiscalização da Agência Reguladora dos Serviços Públicos Delegados do Município de Manaus identificou irregularidades em vias do Parque 10 de Novembro após intervenções na rede de abastecimento.

    Manaus – A concessionária Águas de Manaus foi multada em mais de R$ 500 mil pela Agência Reguladora dos Serviços Públicos Delegados do Município de Manaus após fiscalizações apontarem falhas na recomposição do asfalto em ruas onde foram realizados serviços de manutenção na rede de abastecimento de água.

    De acordo com a agência reguladora, as penalidades somam R$ 500,9 mil e foram aplicadas após inspeções em vias do bairro Parque 10 de Novembro, na zona Centro-Sul de Manaus. Durante as vistorias, foi constatado que a concessionária não realizou a recomposição definitiva do pavimento após intervenções na rede, deixando apenas reparos provisórios.

    Irregularidade na avenida Eldorado

    Uma das infrações foi registrada após fiscalização realizada no dia 3 de março de 2026 na Avenida Eldorado. No local, a empresa executou reparos na rede de abastecimento, porém não concluiu a recomposição definitiva do asfalto.

    Segundo a Ageman, a recuperação completa do pavimento é uma obrigação prevista no contrato de concessão. Pela irregularidade, foi aplicada uma multa de R$ 255.567,41.

    Outra falha identificada em rua do bairro

    A segunda penalidade foi aplicada após vistoria na Rua Ivanete Machado, também localizada no bairro Parque 10. No local, houve uma intervenção para reparar um vazamento na rede de abastecimento, mas a recomposição definitiva do pavimento não foi realizada mesmo após mais de 25 dias da obra.

    De acordo com a agência reguladora, a demora em restabelecer as condições originais da via representa descumprimento contratual e pode gerar riscos para motoristas, pedestres e moradores da área. Nesse caso, a multa aplicada foi de R$ 245.344,71.

    Prazo para correção das irregularidades

    Além das penalidades financeiras, a concessionária foi notificada e terá prazo de cinco dias para realizar a recomposição adequada do pavimento nos trechos afetados, além de apresentar comprovação da execução dos serviços à Ageman.

    O diretor-presidente da agência, Elson Andrade, destacou que a fiscalização busca garantir o cumprimento das obrigações contratuais e a qualidade dos serviços prestados à população.

    “A recomposição adequada do pavimento após intervenções na rede é uma obrigação da concessionária. Quando isso não ocorre, além de causar transtornos à população, configura descumprimento contratual e sujeita a empresa às penalidades previstas”, afirmou.

    A agência informou ainda que continuará intensificando as fiscalizações em obras realizadas pela concessionária em diferentes regiões da cidade.

    População pode denunciar irregularidades

    A Ageman reforça que moradores podem registrar denúncias relacionadas a obras de saneamento ou falhas na recomposição asfáltica por meio da Ouvidoria da agência, pelos telefones (92) 98842-2919 e (92) 98410-3247, além do site oficial e das redes sociais institucionais.

    Segundo o órgão, a participação da população é fundamental para identificar problemas e fortalecer a fiscalização dos serviços públicos prestados em Manaus.

  • Águas de Manaus é cobrada por solução imediata após desabastecimento no conjunto Cidadão 9 em Manaus 

    Moradores relatam desabastecimento após manutenção no sistema hidráulico.

    Manaus – A Agência Reguladora dos Serviços Públicos Delegados do Município de Manaus (Ageman) notificou a concessionária Águas de Manaus após receber denúncias de desabastecimento no conjunto Cidadão 9, conhecido como conjunto Lula. A medida foi adotada depois que moradores informaram que o fornecimento de água não foi normalizado no prazo divulgado pela empresa.

    Segundo comunicado oficial da própria concessionária, uma manutenção mecânica no setor hidráulico teve início às 8h do dia 20 de fevereiro, com previsão de restabelecimento do abastecimento às 11h do mesmo dia. No entanto, mesmo após o horário anunciado, o fornecimento não foi regularizado, conforme relatos encaminhados à Agência.

    Diante da continuidade do problema, a Ageman formalizou notificação exigindo providências corretivas imediatas.

    Prazo de 24 horas para medidas emergenciais

    No documento encaminhado à concessionária, a Agência determina que sejam adotadas medidas mitigadoras no prazo máximo de 24 horas, até a solução definitiva da ocorrência.

    Entre as exigências estão a apresentação de informações detalhadas, incluindo:

    Histórico da ocorrência com data de detecção do problema;

    Diagnóstico técnico das causas do desabastecimento;

    Delimitação geográfica exata da área afetada;

    Plano de contingência operacional com descrição das ações emergenciais implementadas;

    Medidas mitigadoras adotadas, incluindo eventual abastecimento alternativo à população.

    O diretor-presidente da Ageman, Elson Andrade, afirmou que o caso está sendo acompanhado com rigor. “O abastecimento de água é um serviço público essencial e não pode sofrer interrupções além do prazo informado à população. Estamos cobrando respostas técnicas detalhadas e a adoção imediata de medidas para minimizar os impactos aos moradores”, declarou.

    Fiscalização no local

    Na manhã desta terça-feira (24), técnicos da Diretoria Executiva de Regulação e Fiscalização dos Serviços de Abastecimento de Água e Esgotamento Sanitário da Ageman estiveram no conjunto Cidadão 9 para acompanhar as providências adotadas pela concessionária.

    A Agência informou que continuará monitorando a situação até que o fornecimento seja completamente restabelecido. Caso sejam constatadas irregularidades ou reincidência, novas medidas regulatórias poderão ser aplicadas.

    O acompanhamento presencial faz parte das atribuições da Ageman na fiscalização dos serviços delegados no município, incluindo abastecimento de água, esgotamento sanitário e iluminação pública.

    Orientação aos usuários

    A Ageman reforçou que a Ouvidoria está disponível para registrar reclamações, denúncias, sugestões, elogios ou críticas relacionadas aos serviços públicos delegados.

    O atendimento pode ser realizado presencialmente no shopping Phelippe Daou, no bairro Cidade de Deus. Também estão disponíveis canais digitais, como os e-mails ouvidoria.ageman@pmm.am.gov.br e ouvidoria.ageman2@gmail.com, além do site oficial da Agência e dois números de WhatsApp para atendimento.

    A Ouvidoria atua na mediação de conflitos entre concessionárias como Águas de Manaus, ManausLuz e Zona Azul e seus usuários, além de desempenhar função preventiva na apuração de eventuais falhas na prestação de serviços.

    Serviço essencial sob vigilância

    O desabastecimento em áreas residenciais reacende o debate sobre a eficiência e continuidade dos serviços essenciais na capital amazonense. A notificação formal indica que a Agência pretende responsabilizar a concessionária caso o problema não seja solucionado dentro dos parâmetros legais.

    Enquanto a empresa apresenta as informações técnicas solicitadas, moradores aguardam a normalização do fornecimento. A Ageman informou que seguirá acompanhando o caso até a solução definitiva.

    Fonte: AM POST